sexta-feira, 22 de julho de 2016

Voltando...

Saudações Biblioteconômicas!!

Estou aqui depois de quase um ano... mas é aquilo: demorei, mas não deixei de escrever. Creio que é isso que importa. 
Hoje não vou postar nada sobre a Biblioteconomia e sim, sobre livros e bibliotecários.
Estava navegando na Internet quando encontrei essa notícia. 
Uma vez que sou Bibliotecária e Escritora e adoro os livros de Stephen King, achei interessante compartilhar a informação com vocês.
Espero que gostem.

FONTE:

Bibliotecário debuta com romance gótico "Loney" 

e ganha elogios de Stephen King


Andrew Michael Hurley virou escritor depois de ganhar elogios de Stephen King. Seu romance sombrio ambientado no litoral inglês sai agora no Brasil

 GABRIEL, Ruan DE SOUSA

Durante anos, Andrew Michael Hurley foi um escritor de domingo que vivia em Preston, no noroeste da Inglaterra. Nos dias úteis, ele dava aulas de escrita criativa e trabalhava meio período como bibliotecário. As noites e os fins de semana eram dedicados à escrita de um romance sombrio que combinava a desolada paisagem litorânea inglesa com as memórias de uma criação católica. Hurley enviou o manuscrito do romance para agentes literários e editoras. As únicas respostas que recebeu foram nãos educados e silêncio. Por meio da internet, ele conheceu a Tartarus Press, uma pequena editora especializada em literatura de horror, que colocou 300 exemplares de Loney, o romance de Hurley, nas livrarias.
Loney chamou a atenção da John Murray, uma editora britânica, que patrocinou uma segunda fornada do livro, bem mais farta. O romance ganhou elogios de Stephen King, o mestre da literatura de terror, ótimas resenhas  na imprensa britânica e, por fim, o prestigioso Prêmio Costa. Loney foi classificado como um romance “gótico” por resgatar a tradição literária que toma a natureza selvagem como reflexo dos conflitos morais de personagens atormentados. “Loney não é apenas bom, é sensacional. Uma extraordinária obra de ficção”, disse King. “Eu devorava os romances e os contos de King na adolescência”, diz Hurley. “A maneira como ele conta aquelas histórias sombrias foi fundamental para que eu quisesse me tornar um escritor.”
Loney é narrado por um personagem de quem só conhecemos o sobrenome: Smith. A família Smith era formada por católicos devotos: uma mãe apegada a rituais e tradicionalismos; um pai tímido; Hanny, o filho mais velho, que era mudo e tinha problemas de aprendizagem; e o filho mais novo, que é quem conta a história. Na Páscoa de 1976, eles empreendem uma peregrinação religiosa por Loney, uma região remota do litoral inglês que atravessou os séculos protegida da Reforma Protestante por uma natureza agreste e um mar que engolia pescadores e banhistas azarados.
Segundo as esperanças da matriarca da família Smith, em Loney, Hanny seria curado por uma milagrosa intervenção divina. Por isso, o retiro pascoal, num casarão que um dia abrigara crianças tuberculosas, é guiado por uma penosa disciplina católica de jejuns, orações, confissões de pecados, penitências e peregrinações a santuários medievais. “Os personagens católicos do romance veem Deus naquela paisagem desolada e solitária”, diz Hurley.  “Mas, para a natureza, a vida humana é pequena e insignificante. A natureza só se preocupa com sua própria sobrevivência. E essa revelação pode ser muito prejudicial à fé.”
Loney existe fora das páginas e fica nos arredores da cidade onde Hurley vive.  Hurley também recebeu uma educação católica – foicoroinha. Mas a fé o abandonou na adolescência. “No romance, eu quis investigar o que a fé significa para as pessoas. A fé traz conforto moral, mas também pode ser uma permissão para todo tipo de atrocidade”, diz. Hurley pinta o litoral inglês como um lugar soturno, assombrado por seres espectrais e estagnado no tempo. A mesma descrição se aplica a religiões tradicionais, como a católica, com suas liturgias centenárias e resistência a mudanças. “A fé precisa que as coisas continuem as mesmas. Se há ordem e propósito no mundo, é uma evidência de que Deus existe”, diz Hurley. “Isso é uma armadilha. Se as coisas fogem ao roteiro, toda a arquitetura da fé desmorona.”
Hurley não crê mais em Deus, mas ainda aprecia os hinos e a arquitetura das catedrais. Ao escrever, ele se perguntava por que essa cultura católica continuava com ele mesmo depois de a fé já ter ido embora. O livro não o levou às respostas, mas o tornou um escritor profissional em tempo integral. Hurley prepara um novo romance para o próximo ano. O cenário ainda será a brumosa costa inglesa.

|Bem, por enquanto é isso. 
Deixo um grande abraço a todos e até a próxima.


quarta-feira, 25 de março de 2015

12 de março atrasado...

Saudações Biblioteconômicas!!

Sei que já passou a data, mas como eu estava sumida, não tinha como postar justamente na data que eu queria: 12 de março.
Mas, acredito que antes tarde do que nunca...
Fiz uma breve pesquisa na Internet e selecionei algumas imagens que achei bonitas sobre a comemoração do dia 12 de março, o meu, o nosso dia: Dia do Bibliotecário.














Por hoje era isso, espero que tenham gostado.
Até a semana que vem.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Voltando à ativa

Saudações Bibliotecárias!!

Peço incontáveis desculpas aos que seguem o blog. Praticamente, passei quase um ano sem dar o ar da graça e sei o quão chato é isso, porque eu também não gosto de visitar um blog que acho legal e nunca mais ter novidades...
Sinto muito mesmo, mas vou me comprometer a ser mais assídua, no mínimo, uma vez por semana estarei por aqui.
Aproveitei o momento e coloquei uma notícia bem antiga, mas que infelizmente ainda é bem atual.
Para variar, o mesmo assunto: cadê o Bibliotecário?

Como hoje o jogo é rápido, fico por aqui. Espero que gostem das informações.
Até a semana que vem,









http://esportes.terra.com.br/santos/alckmin-inaugura-biblioteca-no-museu-do-futebol-e-relembra-ataque-com-pele,1be35b4070481410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Alckmin inaugura biblioteca no Museu do Futebol e relembra ataque com Pelé

               

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin inaugurou, na manhã desta sexta-feira, o Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) no Museu do Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu. Santista, o tucano fez questão de relembrar o vitorioso ataque santista na década de 60 e aproveitou para elogiar o ex-governador e companheiro de PSDB José Serra, a quem chamou de artilheiro e que inaugurou o museu na capital paulista.

Santista, Alckmin lembrou do histórico ataque da equipe paulista formado por Pepe, Dorval, Pelé, Mengálvio e Coutinho Foto: Bruno Santos / Terra
Santista, Alckmin lembrou do histórico ataque da equipe paulista formado por Pepe, Dorval, Pelé, Mengálvio e Coutinho
Foto: Bruno Santos / Terra

"É o primeiro centro de referência público do País e o objetivo é facilitar o trabalho de pesquisadores, estudiosos, do conhecimento. Ele também traz acervo privado, que é catalogado, com biblioteca e midiateca. É pesquisa, entretenimento e a paixão pelo futebol, tudo isso junto", afirmou Alckmin.

O Museu do Futebol completou cinco anos de existência e, desde 2008, 1,7 milhão de pessoas já visitaram o local. “Todos podem ter acesso a essa cultura. O futebol de várzea também foi privilegiado, desde os times mais modestos até o maior ataque com Dorval, Megálvio, Coutinho, Pelé e Pepe”, brincou o governador de São Paulo.


Santos vence e afunda São Paulo, que pode voltar ao Z-4Clique no link para iniciar o vídeo
Santos vence e afunda São Paulo, que pode voltar ao Z-4

A biblioteca, equipada com modernos computadores que poderão fazer consultas de todos os times do mundo, fica nas dependências do museu.

“É um centro gratuito e vai ser um sucesso internacional, porque o futebol brasileiro, o futebol arte tem admiradores e fãs no mundo inteiro. Nós vamos ter no dia 12 de junho a abertura da Copa e o Mundo, quando todos vão estar olhando para cá”, lembrou Alckmin, a respeito do Mundial de 2014, que será disputado no Brasil e terá São Paulo como sede da abertura da competição.


O Museu do Futebol completou cinco anos de existência e, desde 2008, 1,7 milhão de pessoas já visitaram o local Foto: Bruno Santos / Terra
O Museu do Futebol completou cinco anos de existência e, desde 2008, 1,7 milhão de pessoas já visitaram o local
Foto: Bruno Santos / Terra

Apesar da gravata verde e da camisa branca, Alckmin encerrou seu discurso falando sobre seu time de coração, o Santos. Ele disse que sua equipe deve ter um espaço maior dentro do centro de referência.

“Gostei do que vi, pois vi o Zito, que é vizinho da minha cidade, Pindamonhangaba, e matei saudade da máquina Dorval, Coutinho Pelé e Pepe. Se for justo, metade vai ter que ser dedicado ao Peixe”, brincou, antes de comentar sobre os tempos em que jogava futebol. “Eu era perna de pau, mas sempre joguei de lateral direito”.


Terra

terça-feira, 15 de abril de 2014

BIBLIOTECÁRIO DETETIVE (SOFRE)

Saudações Biblioteconômicas!!

Após quase um mês afastada, volto para relatar os seguintes casos:

Ontem eu e a estagiária procurávamos por dois livros que estavam “realmente” difíceis de achar.
Quando procurei na “Base de Dados Perfeita” da nossa biblioteca o livro S.A. Técnicas de elaboração de estatutos, de NEPOMUCENO, F. O resultado foi o seguinte:

Técnicas de elaboração de estudos
47.725(060.13)
N441t

Esta classificação foi feita pela bibliotecária anterior e, apesar de eu estar reorganizando toda a biblioteca, pois ninguém, nem mesmo eu conseguia encontrar algum livro ali, estranhei o fato do número ser 47. 725, pois tirando a parte do direito, eu não lembrava de nenhum assunto que começasse por 47. Tentei analisar o título, para ver se encontrava alguma pista. Afinal, “Técnicas de elaboração de estudos” me fazia pensar que o livro estaria na Metodologia Científica, apesar de eu estranhar o fato do autor NEPOMUCENO escrever sobre esse assunto.
Fomos eu e a estagiária ao assunto e, para nosso desânimo não havia nenhum livro com aquelas informações. Voltamos à estaca zero...
Só depois de procurar muito é que me ocorreu a ideia que, de repente, o número não era aquele. Sei que 347.725 significa sociedades anônimas e aquele era o único número semelhante ao que havia na base. E não foi que achamos o livro? Alguém na hora de digitar os dados esqueceu de colocar o 3 na frente e, como se isso já não bastasse a pessoa não digitou S.A. na frente da palavra Técnicas e trocou a palavra ESTATUTOS por ESTUDOS. Assim, qualquer um acha o livro fácil não é? Muito fácil.
A segunda situação foi o “livro” Perícia contábil com enfoque em falência ou concordata, de Cristiane Pereira, com a classificação:
657.6
P434c
Procuramos o dito livro como loucas e simplesmente não encontramos! Aquilo estava ficando ridículo, Bibliotecárias não encontrarem os livros de sua própria Biblioteca? Era o cúmulo. Foi então que a estagiária teve a ideia de procurar o livro nas monografias, pois o tipo de título não encaixava muito bem com um livro.
Pois bem, começamos a procurar nas monografias, teses e dissertações e não é que encontramos a obra?
Quando a pessoa classificou a monografia, poderia ter posto ao menos um M na frente da CDU para indicar na base onde é que as pessoas encontrariam a tal perícia contábil, mas não, classificou como se fosse um livro comum e ainda por cima errou o Cutter. Me digam no título onde é que tem uma palavra que começa com C, se o título é Perícia contábil? Felizmente achamos o que procurávamos, mas na base da dedução.
E hoje, para ilustrar o meu dia, a coordenadora da comissão de estudos me pede o seguinte livro: Manual do terceiro setor. Certo, sem problemas. Como eu não estou na minha sala para procurar na base, pois estou cobrindo o posto de alguém que não o meu,  minha busca se torna complicada, mas uma Bibliotecária não desiste nunca, então me dirigi o lugar do Terceiro setor. Olhando título por título não haveria como não encontrar o livro. E realmente não foi difícil encontrar o livro com as seguintes informações: OLIVEIRA, Aristeu de, ROMÃO, Valdo. Manual do terceiro setor e instituições religiosas: trabalhista, previdenciária, contábil e fiscal. 3.ed. Etc, etc..
Achei estranho a comissão pedir este livro, apesar de ser a comissão do terceiro setor, mas aquele manual não tinha nada a ver. Como sou teimosa, fui rápido até minha sala e abri a base de dados antes que chegasse alguém no andar de baixo (onde eu cobria o horário do outro funcionário). Ao realizar a busca confirmei que realmente havia apenas 2 livros com esse título e, casualmente eram os mesmos apenas com edições diferentes. Mesmo achando estranha a solicitação, levei o livro até a comissão.
Chegando lá, o pessoal disse que aquele não era o livro e eu estranhei pois só tinha 2 livros com aquele título!
Então eles passaram a seguinte informação: “é um livro fininho, verdinho feito pela comissão”. Busquei as informações comparando com os livros da estante e concluí que as informações não estavam 100%.
Voltei à estante e comecei a olhar um por um os livros. Foi então que eu localizei 3 livros verdes fininhos. Peguei um exemplar e o título era: Terceiro setor: guia de orientação para o profissional da contabilidade. Apesar da comissão pertencer à entidade que editou o livro aquilo não tinha nada a ver com Manual do terceiro setor (concordam?).Em busca de mais informações abri o livro e, atrás da folha de rosto, havia a informação: Autores: comissão de estudos do terceiro setor... Isso sem falar que o livro não tinha ficha catalográfica... mas isso é outra história.
Agora me digam só: como é que se pode encontrar a informação se as criaturas dizem tudo errado? Manual do terceiro setor não é e nunca vai ser igual a terceiro setor!
Somos profissionais da informação e não adivinhos para encontrar o livro verdinho, fininho...
E pior ainda, não temos de deduzir que um colega nosso quis dizer uma coisa e classificou em outra ou que, por falta de atenção, colocou a CDU e o Cutter errados. Como podemos encontrar a informação se os dados que nos transmitem são falhos e vagos?
Só sendo detetive mesmo para chegar ao final da busca com resultados positivos...

E ainda perguntam se é preciso 4 anos de faculdade para ser Bibliotecário... faça-me o favor...

Até a próxima!


quarta-feira, 12 de março de 2014

Feliz Dia do Bibliotecário

     Saudações Biblioteconômicas!!

    Acredito que escolhi um bom dia para voltar a escrever. O período das férias e depois o início do ano em março faz com que eu fique bem fora do ritmo, mas vá lá, o que importa é que estou aqui de novo escrevendo (se é que alguém ainda lê o blog).
    Apesar da hora estar adiantada, gostaria de parabenizar todos os colegas Bibliotecários pelo nosso dia. Embora a maioria das pessoas não entendam nada sobre a nossa profissão, nós sabemos que somos importantes quando auxiliamos os usuários em suas buscas por conhecimento.
     Eu apenas gostaria que nós fôssemos mais reconhecidos... Claro que para isso acontecer, é preciso que tanto nós quanto as pessoas valorizem nossa profissão tanto quanto as outras. :)
     Por estar tarde, fico por aqui, mas garanto que estarei aqui com mais frequência.
     Até a próxima!



   

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Bibliotecário?


Saudações Biblioteconômicas!!

Olhem só os absurdos que eu encontrei por aí:

http://www.clickfozdoiguacu.com.br/foz-iguacu-noticias/blog-de-foz-do-iguacu-realiza-campanha-para-arrecadar-livros

Blog de Foz do Iguaçu realiza campanha para arrecadar livros             


O Blog Ninho de Mafagafas está reunindo amigos e parceiros para participar da campanha #DoeHistórias. Esta ação consiste na arrecadação de livros infanto-juvenis para ajudar a criação de bibliotecas, para as casas que atendem as crianças e jovens na ONG Aldeias Infantis SOS Brasil. Os livros começam a ser arrecadados na terça-feira, 08, e segue no dia 31 de outubro.

A instituição escolhida, Aldeias Infantis SOS Brasil funciona em todo o país, aqui em Foz do Iguaçu a ONG possui sete casas lares que auxiliam no acolhimento de 47 crianças e jovens de 0 a 18 anos que encontram-se em estado vulnerável. E têm como objetivo garantir o direito e cuidando do desenvolvimento e autonomia dos pequenos e também dos jovens em um ambiente familiar e comunitário.
O projeto para as bibliotecas têm como objetivo criar locais para o saber em cada uma das casas que servem como auxilio para as crianças e jovens e com isso existe a possibilidade de criação das “Malas do Saber”, para que os livros sejam revesados entre esses lares. Os adolescentes de cada moradia ficarão responsáveis para escolher um “bibliotecário” que irá cuidar das malas e dos livros, uma forma de ensinar a esses pequenos cidadãos a importância de cuidar bem dos materiais que instigam a imaginação.

Doação - Para colaborar com esta campanha basta ir até um dos locais parceiros, Iguassu Coworking, Papelaria Ideal, Rei do Pedaço e Salão Dottore Capeli, que estão com a Mafacaixa e fazer a doação.



Como este projeto ainda está no começo as Aldeias SOS Brasil de Foz precisa de outros materiais, caso você queira contribuir de outra forma entre em contato com a a equipe do Ninho de Mafagafas pelo e-mail ninhodemafagafas@gmail.com ou pela fanpage faceboock.com/ninhodemafagafas. Ou pode falar diretamente com os responsáveis da ONG através dos telefones 3029-5200 / 3029-5300 ou ir diretamente a sede central, que fica localizada na Rua João Rouver, 314 no centro de Foz do Iguaçu.
 


   Agora, meus comentários... O que está em vermelho é meu :)

    Achei louvável a iniciativa e tudo mais, mas me pergunto: por quê Bibliotecário está entre aspas? Deve ser para enfatizar que o projeto não tem nenhuma proximidade com o profissional Bibliotecário.

    Quem lê a reportagem deve achar que qualquer um pode organizar livros estabelecer metodologias para a promoção da leitura... Triste fato.

    Sabemos que o dinheiro manda em tudo, mas duvido que se essa ONG buscasse e solicitasse os serviços de um Bibliotecário, de forma voluntária, esse profissional não se negaria a ajudar. Não trabalho em uma biblioteca escola (embora esse fosse meu maior desejo), mas assim como a propaganda do cartão de crédito diz: não tem preço. Não tem preço quando atendemos um usuário e ele nos agradece genuinamente feliz por termos ajudado a encontrar o que precisava. Vejo isso nos olhos de cada usuário que atendo. Por isso, acho que não faltaria um profissional qualificado para ajudar no projeto.

     O problema é que as pessoas acham que é "barbada" ser Bibliotecário, que é só guardar os livros na estante (de forma aleatória) e está tudo resolvido. Novamente digo... não abram a boca se não tem certeza do que vai falar. Pressupor que o Bibliotecário faz isso ou aquilo é muito fácil, que venham passar um dia conosco para ver que além de nobre e gratificante, a profissão de Bibliotecário também tem seus altos e baixos (afinal, trabalhamos para o usuário e existem usuários que realmente são complicados de lidar). 

     É com base nisso que me irrita ler reportagens desse tipo, no qual ninguém ao menos cita o profissional. É como se ele não existisse e qualquer um pudesse organizar uma biblioteca. Francamente.


 

Novo projeto de Lei

Bibliotecas de escolas públicas apresentam precariedades


30.09.2013  

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Acervo   reduzido e desatualizado, além da falta de bibliotecários são deficiências desses espaços

A proposta de criação e manutenção de bibliotecas em todas as escolas públicas da Educação Básica federal, estadual e municipal - prevista no Projeto de Lei (PL) da Câmara Nº 28/2012 e em tramitação no Senado - trouxe à tona a precária situação de funcionamento desses espaços essenciais ao processo de alfabetização e letramento dos alunos. Basta ressaltar que na rede municipal de Fortaleza essas unidades são denominadas de salas de leitura por contarem, via de regra, com acervos reduzidos ou desatualizados e não disporem de um profissional habilitado ao seu funcionamento.

 
Embora tenha repercutido positivamente entre educadores de Fortaleza, o PL suscitou, ainda, outros questionamentos, tais como quanto à indefinição da destinação de recursos para a sua implementação e por permitir a atuação, nesses espaços, não apenas dos bibliotecários mas também de professores “readaptados”, ou seja aqueles que apresentam problemas de saúde e estão fora de sala de aula.

Sobre essa possibilidade, a presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 3ª Região CE/PI, Maria Herbênia Gurgel Costa, lembra que o bibliotecário detém o conhecimento para organizar e dinamizar acervos. “Esse profissional está qualificado com competência para tratar e disseminar a informação de forma ordenada”, frisou Herbênia Gurgel, que é ainda diretora da Biblioteca Pública Municipal Dolor Barreira.

Favorável “a todo e qualquer projeto que represente incentivo à leitura”, o ex-presidente do Conselho Estadual de Educação e professor aposentado do curso de Letras das universidades Federal e Estadual do Ceará, Marcondes Rosa, contudo declara-se a favor da utilização nas bibliotecas do “professor readaptado”. Para ele, esse profissional, pelo menos em tese, tem mais condições de ajudar os alunos. “A simples presença de um professor nesses ambientes é capaz de causar um elo maior do estudante com a leitura e facilitar a compreensão de textos”, frisa.

Mas que bobagem! De que adianta o professor ter condições de ajudar mais os alunos se ele não tem capacidade e conhecimento técnico para administrar o lugar onde os seu alunos estudarão? Ou o professor readaptado também vai aprender a catalogar, indexar e classificar?

Só falou besteira. O correto é o Bibliotecário participar também das reuniões de professores para fazer uma parceria: um sabe o conteúdo, o outro sabe a técnica para disponibilizar esse conteúdo. Não tem que professor nenhum estar se metendo na profissão do outro. Eles fizeram Magistério, nós fizemos Bacharelado em Biblioteconomia. No mínimo, bem diferente não é? Mais uma vez eu digo: não sabe, então não abre a boca.

Também para a diretora da Faculdade de Educação da UFC, a pedagoga Maria Isabel Filgueiras Lima Ciasca, o teor do PL é relevante. O livro, adiantou, é um bem com um tempo de vida útil, que pode ser menor ou maior conforme o modo de usá-lo. “A faixa etária mais novinha reduz esse tempo, devido à forma de manuseio. Então, é necessário mais investimentos para renovar e manter as bibliotecas”.

Mais outra idiotice. Certo, e o que o fato de renovar e manter as bibliotecas vai ajudar na preservação do acervo se não houver um profissional qualificado para isso? Vai ser também o professor readaptado que vai aprender como manter uma biblioteca? Ele já não tem aulas para dar, que lhe ocupem o tempo? O livro, adiantou, é um bem com um tempo de vida útil, que pode ser menor ou maior conforme o modo de usá-lo. Essa frase ficou uma graça, eu não sabia disso, que o livro pode durar mais ou menos conforme ele é manuseado. Isso dá até uma tese...

Por que a última frase não é: "... é necessário mais investimentos para contratar mais Bibliotecários, porque são eles os responsáveis pelas bibliotecas ou salas de leitura, como quiserem chamar."

Isabel Ciasca cita seus temores acerca das condições que serão oferecidas pelo governo para a implantação das bibliotecas na rede pública. “Não haverá técnicos, no caso bibliotecários, em número suficiente para viabilizar o projeto no prazo previsto”, alertou, adiantando ser necessário definir de onde virão os recursos para a criação e manutenção dessas bibliotecas. Talvez não exista mesmo, com a forma que o Bibliotecário é tratado. É muito prático e cômodo para as escolas colocarem um professor que não tem o que fazer e que não entende nada de Biblioteconomia, do que contratar um profissional que passou, no mínimo, 4 anos dentro de uma faculdade, para ter que aguentar tudo isso... Haja paciência!

ENTREVISTA

A inexistência de profissional qualificado leva à inoperância

Maria Herbênia Gurgel CostaPresidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 3ª Região CE/PI

Qual a opinião da senhora sobre o Projeto de Lei Nº 28/2012?

O relator, senador Cássio Cunha Lima, apresentou substitutivo ao projeto que prevê a contratação de bibliotecários ou profissionais de educação em bibliotecas escolares públicas e privadas. Estudos demonstram que uma das principais causas da inoperância das bibliotecas nas escolas é a inexistência de profissional qualificado, ou seja, bibliotecário, para coordenar as suas atividades e responsabilizar-se pelos seus funcionamentos. Aspecto que, por contraste, denuncia a fragilidade da presença do professor readaptado, ou outros funcionários das escolas (até auxiliares de serviços), à frente das bibliotecas das escolas, já que a estes faltam habilidades e conhecimentos técnicos específicos para o exercício das atividades projetadas.

Certo, mas não adianta nada se o ex-presidente do Conselho Estadual de Educação diz isso: “A simples presença de um professor nesses ambientes é capaz de causar um elo maior do estudante com a leitura e facilitar a compreensão de textos”, frisa

Existe alguma outra legislação ou proposta de legislação prevendo a existência de bibliotecas nas escolas da rede pública?

Em março de 2010, a sanção da Lei Nº 12.244, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas escolares, garantiu um direito inalienável, ou seja, que até o ano de 2020 todas as instituições do País, públicas e privadas, deverão ter bibliotecas, com prazo máximo de dez anos respeitada a profissão de bibliotecário.

E a rede privada como fica?

A rede privada fica, igualmente, contemplada pela Lei Nº 12.244.

A cidade de Fortaleza e o interior cearense têm bibliotecários em número suficiente para colocar em funcionamento bibliotecas em todas as escolas da rede pública, como prevê o PL Nº 28/2012?

O Conselho Federal de Biblioteconomia, cuja missão é ser agente de excelência na promoção e fortalecimento das ações do profissional de biblioteconomia, promoverá um curso à distância, para formar técnicos em biblioteconomia, com edital lançado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e chancela das universidades públicas federais e estaduais, com previsão de início para o segundo semestre de 2014. Mantendo a proposta de acompanhamento e supervisão do bibliotecário. Desta feita, busca-se suprir as necessidades e exigências do mercado. Em biblioteca, bibliotecário!

PMF só tem sala de leitura

Em Fortaleza, atualmente, as 300 escolas existentes na rede municipal (280 patrimoniais, 13 anexos e sete especiais) contam com salas de leituras, mas não com bibliotecas, admitiu o coordenador de Articulação da Comunidade e Gestão Escolar, João Lúcio Alcântara.

"Nas salas de leituras, temos livros e buscamos estimular o gosto do aluno por leitura", disse, também elogiando a proposta do PL Nº 28/2012. "Por determinação do secretário de Educação do Município, Ivo Gomes, estamos fazendo levantamento para transformar essas salas em bibliotecas", frisou, adiantando que isso deve acontecer no início do próximo ano letivo.

Informou, ainda, que na atual gestão, essa secretaria criou uma Assessoria Técnica de Gestão de Livros e Conteúdos Digitais, com o objetivo de fazer um levantamento para "revitalizar e resignificar esses espaços destinados às salas de leitura".

"Claro que é fundamental ao processo de aprendizagem a existência de bibliotecas nas escolas", ponderou, explicando que após a alfabetização, vem qualificação da leitura e a compreensão de textos. Sobre denúncias de servidores da Escola Irmã Simas, que preferiram não se identificar, dando conta de que o secretário Ivo Gomes colocou nas salas de aula professores com problemas de saúde, sobretudo relacionados à voz, e por isso não conseguem fazer leituras e contação de histórias com os alunos, João Lúcio Alcântara justificou que o remanejamento aconteceu porque a rede municipal tinha carência de professores nas salas de aulas.

Também admitiu a defasagem no acervo e a necessidade de bibliotecários nesses ambientes. "O Município estuda rever a questão, tanto é que falamos que não temos bibliotecas, mas sim salas de aula", citou.

Centros multimeios

Na rede estadual, todas as escolas contam com um centro de multimeios, formado pelos espaços da biblioteca, sala de leitura, vídeo e laboratório de informática, informou a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), através de sua assessoria de imprensa. Contudo, professores da rede estadual questionam a informação. Na Escola Nogueira Jucá, visitada pela reportagem, uma educadora considerou que a unidade tem sala de leitura, apenas.

O centro multimeios gerencia o processo de leitura, empréstimos de livros, revistas, periódicos e demais mídias para alunos, professores e funcionários, adianta a assessoria da Seduc.

ENQUETE

Você utiliza esses espaços?

"Sim. Eu gosto de ficar na sala de leitura. Gostei muito do livro Gato de Botas. Também já li sobre as drogas. Mas agora, eu estava era vendo um vídeo. A gente assiste muitos filmes"

Wendel Silva, 12 anos

Aluno da escola do Município Irmã Simas

"Mais ou menos. Vou à biblioteca para assistir vídeos ou para ficar em silêncio ouvindo músicas pelo celular. Não gosto de ler. Tenho preguiça de ler um livro todinho, até o final"

Israel Silva, 16 anos

Aluno da escola estadual João Nogueira Jucá

PL prevê turno suplementar

Conforme anúncio feito pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal - que aprovou o PL Nº 28/2012 no último dia 17 -, os alunos deverão utilizar as bibliotecas em turno suplementar. Além disso, o teor do PL será incluso na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei Nº 9394/1996). A ideia do projeto já consta na Lei Nº 12.244/10, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas escolas públicas e privadas, até 2020, originada de proposta da Câmara dos Deputados.

Em âmbito nacional, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) apontou que o número de bibliotecários formados no Brasil e as características da profissão impediriam que o objetivo da proposta fosse alcançado plenamente. Por isso, apresentou substitutivo permitindo a contratação de "professores readaptados" e "técnicos em biblioteconomia e multimeios didáticos", profissionais com competência para orientar as leituras dos alunos. Outra mudança sugerida reduz o prazo para o cumprimento da norma de cinco para três anos.

Mais um absurdo. Agora é culpa do Bibliotecário que os objetivos da proposta fossem alcançados. E o que ele quer dizer com as características da profissão impediram alguma coisa? Eles querem contratar açougueiros para trabalhar na biblioteca?

Não entendi mesmo, porque é uma ignomínia um profissional formado e qualificado para trabalhar em biblioteca impedir algum projeto ou que raio que seja.

Então fica bem contratarem professores que não sabem nada de processamento técnico e recuperação da informação e técnicos em Biblioteconomia, que nem CRB tem e o Conselho ainda não os aceitou? Que lambança é essa que o Senador, que não é Bibliotecário e não sabe nada de nossa profissão (não deve saber, porque não teria ditos essas coisas sem pé nem cabeça) quer fazer com a nossa profissão?

Quer saber? Vamos contratar açougueiros para atenderem os alunos, não vai fazer diferença nenhuma e com certeza eles vão continuar não gostando de ler e ainda achando que a biblioteca é o lugar mais chato da escola.

Parabéns pela inteligência privilegiada!
 

MOZARLY ALMEIDA

REPÓRTER

 

      Bem, depois dessa só me resta me resta ficar por aqui.

      Até semana que vem,


 

     

 

 

 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tirinhas engraçadas, mas nem tanto

    Saudações biblioteconômicas!

    Como estão? Eu estou com saudades, pois faz muito tempo que eu não passo por aqui. Espero que não tenham pensado que eu abandonei o blog.
    Mas o que importa é que estou de volta.
    Houve um texto que eu escrevi em março sobre o salário do bibliotecário e disse que o salário não era alto assim, porque a realidade era outra. Pessoas comentaram (adorei os comentários) que era preciso valorizar a profissão e "bater o pé" sobre o salário oferecido que não condiz com o tempo e dedicação que passamos na faculdade. Eu simplesmente adorei isso se isso realmente acontecesse.      
    Porque o trabalho na área não está 100% e os profissionais se sujeitam a receber o que oferecem.
   Pensando na parte da valorização profissional, confesso que sei da importância que temos na sociedade, do trabalho que auxilia quem está a buscar uma informação, mas me digam... como valorizar a profissão quando eu encontro na internet tirinhas dessa natureza?
 
 




 
 
  O bibliotecário é ilustrado como um chato, que não suporta o usuários, que faz terrorismo, assustando o usuário e que não tem nenhuma noção de que cada usuário tem um jeito diferente de ser tratado.
   Fala sério... esse tipo de coisa não deveria de acontecer, porque NÓS não deveríamos permitir, mas aí está. Fica difícil falar em valorização, quando a nossa imagem é transmitida como profissionais chatos, carrancudos e sem noção para tratar os outros.
  Aí sim, não há valorização que aguente.
 
  Fico por aqui, até a quarta que vem,
 
Abraços,