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sábado, 7 de março de 2020

Campo de atuação do bibliotecário

Saudações Biblioteconômicas!!

Hoje deveria postar a continuação do meu TCC, mas encontrei aqui um assunto muito interessante A atuação do Bibliotecário para abordar.
Olhem a quantidade de lugares em que podemos atuar! E ainda existem pessoas que acham que só trabalhamos em Bibliotecas e, quando elas forem eliminadas (o que acho difícil) o Bibliotecário não vai mais existir... doce ilusão. Se bem que existem lugares onde a Biblioteca é desativada e o Bibliotecário fica sem função alguma, pois os superiores não sabem que ele pode se encaixar perfeitamente em qualquer lugar da empresa onde haja informação para organizar.
Mas fazer o que? Tem coisas que nunca serão compreendidas mesmo... infelizmente. 





Suponho que isto deva acontecer por falta de informação sobre o próprio Bibliotecário: o que faz, onde atua, qual sua importância e por aí vai, pois se observarmos bem, podemos ver que toda a reportagem que sai sobre Biblioteca ou vídeo em que há um responsável pela Biblioteca NUNCA ou RARAMENTE é o profissional Bibliotecário que fornece as informações. É sempre um superior que não sabe nada da Biblioteca e que não convive com a unidade de informação que está recebendo os créditos. Isso é um absurdo!
Sei também que se opor à hierarquia é complicado, mas é o que devemos fazer, pois se não fizermos assim nunca vamos ser reconhecidos pelo nosso trabalho e esforço. Por isso que muita gente ainda faz aquela pergunta imbecil: Biblio o quê?
Pensem comigo:
Vocês fazem um projeto que facilita a vida de muita gente, que melhora o raciocínio de muitas pessoas, que estimula as pessoas a lerem cada vez mais e pensarem mais, vendo o mundo de maneira mais ampla, mas quando esse projeto ganha certo vulto, quem aparece nas mídias para falar sobre ele não é quem criou e sim um superior qualquer que não entende nada e que provavelmente nem tem o hábito de ler, só por causa da hierarquia. E em muitos lugares, se o Bibliotecário vai falar, ainda perde o emprego. Isso é uma vergonha!
A sociedade precisa saber quem somos e o que fazemos! Caso contrário vamos permanecer sempre no anonimato! E eu não estou falando no sentido orgulhoso-arrogante de ser, para ser o centro das atenções. Falo no sentido de ter nossa profissão valorizada. Toda pessoa deve ser valorizada! Por que umas profissões são melhores do que as outras se todas tem uma função respectiva? Um Bibliotecário não vai defender uma pessoa, pois ele não é Advogado. Um Bibliotecário não vai operar alguém, porque ele não é Médico e também não vai ocupar o lugar de um Gari porque sua função não é limpar as ruas. Só que muitos esquecem que nas escolas e universidades sempre houve (pelo menos era pra haver conforme a lei) um Bibliotecário que forneceu as informações de que essas pessoas e futuros profissionais precisaram para se formar, tal como um Professor que ensina as primeiras letras aos Médicos, Advogados, Dentistas, Garis e outras tantas profissões.
Isso não é sobre aparecer, é sobre respeito profissional.
Acredito que tanto os Bibliotecários quanto o próprio CRB deviam sim, se unir para divulgar à sociedade quem é o Bibliotecário e qual é a sua importância, porque ficar reclamando aos quatro cantos sobre a desvalorização da profissão e não to,ar nenhuma atitude não é nada coerente.

Bem, é isso que penso e por isso eu tento fazer algo, mesmo que pequeno ao escrever neste Blog. Pode não ser nada, mas para mim é um começo.
Vou ficando por aqui. Bom final de semana e até a próxima!




sábado, 13 de abril de 2019

Sábado é dia de Biblioteconomia e Informação

Saudações Biblioteconômicas!!!

Fiz este cartaz para ajudar na divulgação do Blog :)


Espero que gostem :)
Até mais!



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

2.5 Comunicação e informação

Saudações Biblioteconômicas!!

Hoje vou postar mais um tópico do meu TCC sobre Marketing em Unidades de Informação.



2.5 Comunicação e informação: essenciais no marketing de relacionamento


Como o próprio nome diz, marketing de relacionamento é a interação entre o cliente/usuário e a unidade de informação, pois é uma abordagem voltada para o cliente/usuário com o objetivo de suprir suas necessidades e desejos, alterando toda a estrutura organizacional que o adota como nova filosofia de gerenciamento. Porém, para que aconteça o marketing de relacionamento é fundamental que haja comunicação de forma clara e objetiva para que todos os envolvidos recebam a informação sem ruídos ou distorções. Dessa forma, o programa de comunicação interna, abordado anteriormente no endomarketing, faz-se tão necessário neste contexto, pois é a informação o produto gerado por ela, que irá circular entre todos os clientes, sejam eles internos ou externos.
É importante atentar para a definição de Mckenna (1992), ao dizer que informação e comunicação não são a mesma coisa. Para ele, a informação é fria e objetiva e a comunicação é pessoal, qualitativa e empírica. Assim, no entender de Mckenna (1992, p. 92): “Uma comunicação eficaz é mais provável quando as pessoas estão frente a frente [...]”
A unidade de informação existe para oferecer produtos e serviços aos usuários, todavia, para que eles sejam entregues com qualidade, é imprescindível que exista comunicação tanto entre os funcionários da biblioteca quanto os da instituição, com os usuários. Se há falhas na comunicação interna da biblioteca, o cliente/usuário será o primeiro a receber e perceber esta falta e, conforme entende Ferreira (2003), quando uma informação errada é dada ao cliente externo ou uma imagem negativa é transmitida, pode comprometer todo o desenvolvimento de um projeto.
McKenna (1992, p.92) ilustra bem o papel da comunicação quando cita a propaganda de boca:


A propaganda de boca provavelmente é a forma mais poderosa de comunicação no mundo dos negócios. Pode tanto ferir a reputação de uma empresa quanto alavancá-la no mercado. As mensagens ficam na cabeça das pessoas.


Tal situação é verídica, quando se relata uma situação pela qual um grupo de alunos realizou uma visita a uma unidade de informação com o proposto de realizar um trabalho universitário. O auxiliar que os atendeu, o fez de tão má vontade que, mesmo passados três anos, a mensagem do mau atendimento continua sendo transmitida pelo cliente insatisfeito, a todas as pessoas que comentam a vontade de visitar a referida instituição.
Mckenna (1992) cita quais são os principais alvos da propaganda de boca que merecem atenção:
  1. Clientes – todo cliente é importante, mas o primeiro pode fazer de seu negócio um sucesso estrondoso ou um fracasso total.
  2. Observadores do setor – os setores em expansão estão cheios de consultores, intérpretes e futuristas e profetas que selecionam e publicam informações sobre eles.
  3. A comunidade financeira – quem investe na empresa é mais importante do que o montante de capital investido.
  4. A comunidade – todos que são entrevistados por uma empresa, entregam um pacote ou visitam uma firma, vão embora com uma impressão sobre ela.
Aplicando estes conceitos às unidades de informação, tem-se:
  1. Clientes – pessoas que utilizam os serviços da unidade de informação.
  2. Observadores do setor – bibliotecários de outras unidades de informação, fornecedores ou distribuidores de material bibliográfico.
  3. A comunidade financeira –setor a qual a unidade de informação está subordinada ou o(os) responsável(veis) por disponibilizar os recursos financeiros à biblioteca.
  4. A comunidade – conjunto de pessoas que entra na unidade de informação, fazendo ou não uso dos serviços e produtos oferecidos por ela.
Portanto, se faz necessário que tanto os bibliotecários quanto os demais funcionários da unidade de informação estejam sempre atentos, especialmente para a impressão que irão causar nos clientes/usuários que utilizarem seus serviços pela primeira vez. É preciso ter sempre em mente a máxima conhecida – A primeira impressão é a que fica – pois desta forma, todos que trabalham na instituição estarão sempre cuidadosos em passar uma boa imagem, fazendo com que ele se sinta sempre à vontade para expor suas necessidades informacionais.
Para que haja a comunicação, é preciso que as pessoas entendam-se mutuamente e cheguem a uma mesma idéia, para que a informação possa ser transmitida com clareza. A comunicação tem duplo sentido, pois parte da direção em que a informação é dada e vai para a direção em que é recebida. Para que a comunicação efetivamente se estabeleça, é necessário que as pessoas aprendam a ouvir e a falar claramente o que desejam. Pilares (1989) confirma estas premissas quando diz que as pessoas devem conscientizarem-se da necessidade do ato de ouvir, que envolve a interpretação e a compreensão do que é transmitido, pois só assim é possível atender o que é dito. O ato de ouvir é fundamental tanto para o pessoal da biblioteca quanto para o usuário que recebe a informação que lhe é fornecida.
Para que a comunicação, tanto do ambiente interno quanto do externo, seja mais bem realizada, faz-se necessário notar alguns pontos importantes como: demonstração de respeito e de aceitação, tanto do emissor quanto do receptor, do que é transmitido, pois é fundamental que haja consenso entre as duas partes, caso contrário, não haverá comunicação; escutar, atentamente, o que o outro tem a dizer, pois se isto não acontecer, cada um poderá ouvir o que lhe for conveniente; ater-se à informação dada e não à pessoa que a transmitiu, já que, em muitos casos ocorre falha na comunicação em função de antipatias existentes entre os funcionários ou o pessoal da biblioteca e o usuário externo – o que não pode ocorrer em um ambiente profissional, pois prejudicará a transmissão da comunicação; realizar comentários descritivos, uma vez que explicam de forma específica um acontecimento ou um procedimento, o que Pilares (1989), complementa afirmando que os comentários descritivos são mais fáceis de aceitar e descrevem o comportamento sem atacar a outra pessoa, o que pode gerar uma reação defensiva. Outra forma de facilitar a comunicação através de perguntas, proporcionando possibilidades de o outro expressar suas idéias e necessidades.
A comunicação é essencial nas unidades de informação. Sem ela, o bibliotecário não poderá atender às necessidades de seus clientes/usuários. Para garantir uma boa comunicação, o bibliotecário deve: cuidar para não transmitir informações repetidas; não omitir informações, acreditando que o cliente/usuário já sabe a resposta; demorar em responder à pergunta feita; fornecer uma resposta confusa e sem coerência, utilizando palavras incorretas ou impróprias para a situação. É preciso que o bibliotecário converse com cada cliente/usuário de forma diferente, respeitando sua linguagem. Assim, haverá a garantia de uma comunicação mais eficiente, já que a linguagem utilizada ao conversar com um médico, por exemplo, não será a mesma usada para conversar com um aluno de segundo grau.
Deve-se ressaltar que o bibliotecário é parte importante na comunicação realizada no marketing de relacionamento, pois ele é o responsável pela transmissão da informação solicitada. Portanto, ao emitir uma informação, é imprescindível que ele incentive seu cliente/usuário a expressar o que deseja, esteja concentrado realmente no que lhe é questionado, não demonstre falta de interesse pelo que lhe é solicitado, não tenha juízos precipitados sobre o que o cliente/usuário tem a dizer, não o julgue por seu modo de falar, de se vestir ou de agir. Cuidando desses pequenos detalhes, que podem ser transformados em grandes empecilhos na transmissão da informação, o bibliotecário perceberá com maior clareza o que o cliente/usuário tem a dizer.
Para que o relacionamento entre estes dois atores seja realizado de forma satisfatória é preciso atentar para alguns impedimentos que podem vir a prejudicar a comunicação e a transmissão da informação, conforme aponta Pilares (1989):
  1. o emissor transmite determinada mensagem, porém salienta que não era aquilo que queria dizer;
  2. o emissor reage emocionalmente, dificultando que determinado assunto seja debatido, pois a emoção envolvida dificulta a transmissão da informação;
  3. o emissor e/ou o receptor vêm de uma situação de rivalidade ou hostilidade;
  4. uma pessoa de posição hierárquica superior acha que não há necessidade em se comunicar com os subordinados;
  5. o emissor ou receptor está cansado física ou emocionalmente, podendo prejudicar a transmissão da informação;
  6. o emissor envia palavras de duplo-sentido;
  7. há diferenças na percepção de cada indivíduo sobre um mesmo fato.

Se tais impedimentos forem constantemente identificados, avaliados e melhorados, a comunicação poderá ser mais bem realizada e a informação melhor transmitida evitando, assim, falhas e distorções na interação entre os envolvidos no processo de comunicação. 

Por hoje era isso, espero que tenham gostado. Até semana que vem!


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Onde estão os Profissionais da Informação?

      Saudações Biblioteconômicas!!

       Estava eu, indexando uns periódicos para a biblioteca, quando um artigo me chamou muito a atenção.
    Achei muito interessante escanear o artigo e postá-lo aqui. Depois, com base nisto, decidi escrever um comentário meu. Espero que gostem.



REFERÊNCIA

PARA ficar na história. REVISTA BENS & SERVIÇOS, n. 74, p. 34-35, jun. 2011




         Achei muito interessante este artigo, mas depois que li, me perguntei: "E por que raios ninguém mencionou os Profissionais da Informação, como os Bibliotecários e, principalmente, os Arquivistas, que são os profissionais responsáveis pelo armazenamento, preservação e organização da informação?
         Vocês já repararam que, todas as vezes que surge uma reportagem sobre a Biblioteca de alguma instituição, o Bibliotecário, que é o responsável técnico, nunca aparece? E quem dá a entrevista é sempre o diretor, como se fosse ele quem organizasse todo o acervo? Claro, sei que o responsável pela instituição é o diretor, mas acredito que o Bibliotecário ou o Arquivista é quem deveria fornecer as informações sobre a unidade de informação.
        Se o diretor quer aparecer, pelo menos que apareça ao lado do Bibliotecário ou Arquivista.
         Canso de ver nos telejornais notícias sobre determinada biblioteca ou acervo da instituição X, mas nunca ou quase nunca aparece o profissional que organizou tudo aquilo. Por que será? Vocês já repararam que pouco ouvimos falar do Bibliotecário? Bem, o que é que eu estou esperando se até hoje, existem pessoas que perguntam se há necessidade em fazer faculdade para colocar os livros nas estantes? Confesso que isto me deixa muito zangada. 
       As pessoas precisam saber que o Bibliotecário merece tanta atenção e respeito quanto qualquer outra profissão.
       Sei que existem inúmeros fatores que impedem que o Profissional da Informação mereça mais destaque, mas acredito que os próprios profissionais devem deixar a acomodação de lado e lutar para aparecer, para ter mais destaque perante à sociedade. Chega de aceitar a imagem estereotipada do Bibliotecário ranzinza e rabugento que impede a aproximação ao acervo. Chega de aceitar que qualquer pessoa assuma o lugar de Bibliotecário porque não tem onde colocar esta pessoa. Chega de atrolhar as unidades de informação com papeis e outras bugigangas, porque as pessoas tem a mania de querer colocar tudo o que não presta na biblioteca. Chega de concordar com a ideia de que a biblioteca é um depósito onde se coloca tranqueiras e chega de aceitar que outras pessoas, que não detem o nosso conhecimento, apareçam como se fossem elas que cuidassem de toda a informação contida na instituição.
       Queridos Colegas Bibliotecários, precisamos nos unir e mostras às pessoas que ainda não conhecem bem a nossa profissão, que nós somos importantes e somos nós que guardamos e tratamos com carinho a produção informativa das instituições e, que sem o nosso trabalho, muitas vezes, toda a história de uma instituição, se perde no tempo e espaço...

       Perdoem meu desabafo indignado, mas há coisas que vejo por aí, que realmente necessitam de um pedido de socorro e, acredito eu, a nossa profissão está entre estas coisas.

       Um grande abraço a vocês e até a próxima.