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sábado, 7 de março de 2020

Campo de atuação do bibliotecário

Saudações Biblioteconômicas!!

Hoje deveria postar a continuação do meu TCC, mas encontrei aqui um assunto muito interessante A atuação do Bibliotecário para abordar.
Olhem a quantidade de lugares em que podemos atuar! E ainda existem pessoas que acham que só trabalhamos em Bibliotecas e, quando elas forem eliminadas (o que acho difícil) o Bibliotecário não vai mais existir... doce ilusão. Se bem que existem lugares onde a Biblioteca é desativada e o Bibliotecário fica sem função alguma, pois os superiores não sabem que ele pode se encaixar perfeitamente em qualquer lugar da empresa onde haja informação para organizar.
Mas fazer o que? Tem coisas que nunca serão compreendidas mesmo... infelizmente. 





Suponho que isto deva acontecer por falta de informação sobre o próprio Bibliotecário: o que faz, onde atua, qual sua importância e por aí vai, pois se observarmos bem, podemos ver que toda a reportagem que sai sobre Biblioteca ou vídeo em que há um responsável pela Biblioteca NUNCA ou RARAMENTE é o profissional Bibliotecário que fornece as informações. É sempre um superior que não sabe nada da Biblioteca e que não convive com a unidade de informação que está recebendo os créditos. Isso é um absurdo!
Sei também que se opor à hierarquia é complicado, mas é o que devemos fazer, pois se não fizermos assim nunca vamos ser reconhecidos pelo nosso trabalho e esforço. Por isso que muita gente ainda faz aquela pergunta imbecil: Biblio o quê?
Pensem comigo:
Vocês fazem um projeto que facilita a vida de muita gente, que melhora o raciocínio de muitas pessoas, que estimula as pessoas a lerem cada vez mais e pensarem mais, vendo o mundo de maneira mais ampla, mas quando esse projeto ganha certo vulto, quem aparece nas mídias para falar sobre ele não é quem criou e sim um superior qualquer que não entende nada e que provavelmente nem tem o hábito de ler, só por causa da hierarquia. E em muitos lugares, se o Bibliotecário vai falar, ainda perde o emprego. Isso é uma vergonha!
A sociedade precisa saber quem somos e o que fazemos! Caso contrário vamos permanecer sempre no anonimato! E eu não estou falando no sentido orgulhoso-arrogante de ser, para ser o centro das atenções. Falo no sentido de ter nossa profissão valorizada. Toda pessoa deve ser valorizada! Por que umas profissões são melhores do que as outras se todas tem uma função respectiva? Um Bibliotecário não vai defender uma pessoa, pois ele não é Advogado. Um Bibliotecário não vai operar alguém, porque ele não é Médico e também não vai ocupar o lugar de um Gari porque sua função não é limpar as ruas. Só que muitos esquecem que nas escolas e universidades sempre houve (pelo menos era pra haver conforme a lei) um Bibliotecário que forneceu as informações de que essas pessoas e futuros profissionais precisaram para se formar, tal como um Professor que ensina as primeiras letras aos Médicos, Advogados, Dentistas, Garis e outras tantas profissões.
Isso não é sobre aparecer, é sobre respeito profissional.
Acredito que tanto os Bibliotecários quanto o próprio CRB deviam sim, se unir para divulgar à sociedade quem é o Bibliotecário e qual é a sua importância, porque ficar reclamando aos quatro cantos sobre a desvalorização da profissão e não to,ar nenhuma atitude não é nada coerente.

Bem, é isso que penso e por isso eu tento fazer algo, mesmo que pequeno ao escrever neste Blog. Pode não ser nada, mas para mim é um começo.
Vou ficando por aqui. Bom final de semana e até a próxima!




sábado, 18 de maio de 2019

E o Bibliotecário?

Saudações Biblioteconômicas!!!

Olhem só que legal esta reportagem que encontrei na Internet: 


https://cultura.estadao.com.br/blogs/estante-de-letrinhas/biblioteca-sala-de-leitura-instituto-pro-livro/

Bibliotecas e salas de leitura melhoram o desempenho dos alunos?

Para responder à questão, Instituto Pró-Livro (IPL) ouviu 500 escolas públicas

 que atendem crianças do ensino fundamental em 17 Estados brasileiros; estudo 

foi desenvolvido pelo Insper e aplicado em campo pela OPE Sociais








Bia Reis
03 de maio de 2019 | 07h00

“Com certeza dá para diferenciar os alunos leitores dos alunos não leitores. Os leitores têm memória visual, organização frasal, melhor ortografia e um repertório diferente”, afirma a professora de Português Miquelina Bernarda Veiga, de 56 anos. Miquelina trabalha há oito anos em uma sala de leitura em uma escola da Prefeitura de São Paulo no Parque São Lucas, zona leste da capital. “A experiência da sala de leitura para os pequenos é muito legal. Eles estão num ambiente de alfabetização, numa sala de cheia de livros, é sempre um deslumbre.”
A percepção da professora paulistana foi confirmada pela recém-Pesquisa Retratos da Leitura – Bibliotecas Escolares, desenvolvida pelo Insper e aplicada pelo OPE Sociais a pedido do Instituto Pró-Livro (IPL), que avaliou o impacto da biblioteca escolar ou sala de leitura no desempenho dos alunos. O estudo foi realizado no ano passado em 500 escolas públicas, estaduais e municipais, que atendem crianças do fundamental 1 (1.º ao 5.º ano) em 17 Estados brasileiros.
divulgada 
ESTANTE DE LETRINHAS
No Instagram @blogestantedeletrinhas
No Facebook @blogestantedeletrinhas
Contato: estante.letrinhas@gmail.com
Os entrevistados – (1) gestores ou diretores das escolas, (2) bibliotecários ou responsáveis pelas bibliotecas ou salas de leitura e (3) professores, principalmente de Português – responderam 60 questões feitas pelos pesquisadores. Aqui, o objetivo era avaliar a percepção desses três grupos sobre o impacto da biblioteca ou sala de leitura, e não avaliar in loco a estrutura física ou o acervo.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores cruzaram as respostas dadas pelos três grupos entrevistados com os resultados obtidos pelas escolas em avaliações federais como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e a Prova Brasil.
“A pesquisa aponta relação entre a existência de bibliotecas e salas de leitura e um melhor desempenho escolar em Português e Matemática no ensino fundamental – e esta relação é mais forte quanto mais vulnerável for a região onde a escola está inserida”, afirma Zoara Failla, coordenadora do estudo no IPL. A diferença de performance da melhor e da pior escola em Português, por exemplo, foi de 5 pontos no Saeb, pontuação considerada expressiva pelos pesquisadores.
Também foram constatadas relações positivas entre o desempenho dos estudantes e o acervo, o atendimento na biblioteca ou sala de leitura, e a realização de atividades integradas ao currículo escolar e extracurricular.
“Quanto mais alta a qualidade do equipamento – quanto mais ele opera no que imaginamos ser alto padrão -, melhor é o desempenho da escola”, diz Sérgio Firpe, professor de Economia do Insper responsável pela pesquisa. “E, mais uma vez, quanto mais vulnerável é a região onde a escola está inserida, maior a diferença que a biblioteca ou sala de leitura faz. Um pai com baixa escolaridade possivelmente não vai ler para seus filhos, porque possivelmente é analfabeto, diferentemente do que ocorre com uma família com outros recursos”, afirma.
Dos itens avaliados, o que mais influenciou o desempenho, segundo Sérgio, foi o atendimento feito na biblioteca ou sala de leitura. Ou seja, faz muita diferença ter apenas um espaço com livros e ter o espaço com um profissional qualificado para atender os alunos, sugerir títulos e propor atividades.
É o que ocorre na sala de leitura da escola do Parque São Lucas. Lá, Miquelina seleciona títulos para leitura compartilhada com seus alunos, faz dramatizações e propõe brincadeiras – com o foco sempre nas obras. “Escolho os livros e faço a mediação, e muitas vezes o livro que escolhi é o que as crianças querem levar para a casa, para repetir a experiência. Querem ter acesso ao que eu li. Conforme vão crescendo, elas passam a fazer suas próprias escolhas. Na faixa dos 10, 12 anos, muitos se afastam da leitura, mas boa parte já desenvolveu o comportamento leitor”, comemora Miquelina.


Creio que vocês devem ter percebido que eu destaquei algumas partes na reportagem. Pois é, podem me chamar de Bibliotecária chata e tal, mas convenhamos...
 (2) bibliotecários ou responsáveis pelas bibliotecas ou salas de leitura
Por que "ou responsáveis pelas biblioteca...?". Por que não dizer Técnicos em Biblioteconomia então? Confesso que isso já começou a me deixar preocupada....
Ou seja, faz muita diferença ter apenas um espaço com livros e ter o espaço com um profissional qualificado para atender os alunos, sugerir títulos e propor atividades.
Concordo plenamente, mas quando esse profissional qualificado é um Bibliotecário! Que mania essa gente têm de colocar qualquer pessoa para exercer a função biblioteconômica da coisa? Dessa forma, é certo que as pessoas vão ficar perguntando Biblio o quê? Se nem ao menos as pessoas que trabalham na biblioteca e sala de leitura são Bibliotecários! Vou ilustrar isso que eu escrevi:
...afirma a professora de Português Miquelina Bernarda Veiga
Essa professora de Português trabalha em uma sala de leitura há oito anos.  Tudo bem, mas não seria mais proveitoso se houvesse um Bibliotecário fazendo esse trabalho?
Nas escolas vivem colocando professores disso e daquilo para trabalhar nas bibliotecas, pois bem, que eu saiba lugar de professor é em sala de aula. Então? O que aconteceria se colocassem os Bibliotecários para ensinar Português, Matemática, Física, Geografia e outros nas salas de aula?
Acho que não iam gostar...

Bem, por esse sábado era isso. Confesso que esta questão ainda me incomoda muito. É como se as pessoas tivessem algum tipo de aversão ao profissional Bibliotecário ou achassem que ele não tem capacidade para administrar uma biblioteca. Francamente!
Até semana que vem!







sábado, 4 de maio de 2019

Reportagem

Saudações Biblioteconômicas!!

Apesar da reportagem ser de 2017, achei bem interessante postar aqui. Isso porque o assunto é pertinente ainda à profissão.

http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2017/03/no-dia-do-bibliotecario-pesquisadora-diz-que-profissao-esta-se-adaptando.html

12/03/2017 18h01 - Atualizado em 12/03/2017 18h01

No Dia do Bibliotecário, pesquisadora diz que profissão está se adaptando

O profissional gerencia informação, e não apenas livros, diz Blackman.
Revolução tecnológica têm aberto novos mercados para o bibliotecário.

Toni Francis e Sara CiceraDo G1 RO
O livro é um produto de libertação social, diz a biblitecária e pesquisadora Cledenice Blackman  (Foto: Sara Cicera/ G1)A biblitecária e pesquisadora Cledenice Blackman afirma que a biblioteca vai se transformar, com a era digital, mas não acabará (Foto: Sara Cicera/ G1)
Ao contrário do que se pode pensar, o advento dos livros digitais, conhecidos como e-books, não ameaça bibliotecas, tampouco a profissão de bibliotecário, quem garante é a professora de história, pesquisadora e bibliotecária Cledenice Blackman. No dia 12 de março é comemorado o Dia do Bibliotecário, uma profissão que para muitos, é um portal para um mundo de magia.
Blackman, que é formada em Biblioteconomia e História, trabalha na reitoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro) como assessora de biblioteca dos nove campi do Ifro. Ela fala sobre os desafios que esse profissional tem enfrentado para se adaptar as novas ferramentas que a informática tem possibilitado.
O livro é um produto de libertação social, diz a biblitecária e pesquisadora Cledenice Blackman (Foto: Sara Cicera/ G1)O livro é um produto de libertação social, diz a
biblitecária e pesquisadora Cledenice
Blackman (Foto: Sara Cicera/ G1)
Segundo ela, o papel do bibliotecário vem passando por transformações. “Antes era muito ligado aos livros físicos, fichas e manuais, mas, a partir do século XX, com maior ênfase no século XXI, passamos a trabalhar com a informatização de sistema, ou seja, o livro físico tornou-se apenas uma dentre as várias informações que devemos gerenciar”, explicou.
Com essas mudanças, a pesquisadora explica que, em vez de sumir, a profissão de bibliotecário vem sendo ainda mais valorizada, uma vez que, mais atuante, cria novas áreas para si, como é o caso da biblioteconomia social.
“Como nosso foco agora é a organização e catalogação da informação, hoje o bibliotecário vive a situação de gestor da cultura, porque o livro nada mais é do que um instrumento cultural que ao longo dos anos, vem sendo transformado até chegar na versão digital”, salienta.
Com essa nova vertente de atuação, Blackman diz que o bibliotecário não se restringe à biblioteca, podendo trabalhar também nos meios de comunicação, porque o foco do bibliotecário é buscar e organizar a informação “em qualquer setor que precise de informação organizada”, reiterou.
O primeiro contato de Balckman com a informatização do sistema de catálogo e gestão de informação aconteceu durante a passagem dela pela biblioteca municipal de Porto Velho Francisco Meireles. “Foi onde iniciei o projeto de informatização do sistema, com catalogação digital de livros, documentos e fichas. Lá existe todo tipo de usuário, e essa frequência à biblioteca contribuiu muito para resultados favoráveis para os estudantes”, avalia.
Tomando como referência a biblioteca do Ifro, Blackman diz que, embora a internet seja um universo amplo para pesquisa, o público continua procurando a biblioteca física. “O século XXI traz novos modelos, mas não acaba com o livro”.

Realmente, achei muito interessante a notícia.
Concordo com a Bibliotecária quando ela diz que nem is livros, nem a Biblioteca vão sumir. Nem todo mundo sente-se à vontade para ler na tela do notebook, celular ou de outro aparelho. As Bibliotecas possuem um recurso de busca muito bom que não há em lugar algum: o Bibliotecário. 
Muitas vezes o usuário não sabe exatamente o que e, ao conversar com um Bibliotecário e realizar a entrevista com o mesmo, com certeza terá sua dúvida sanada.
Outra coisa que eu concordei muito foi essa frase: "... O Bibliotecário não se restringe à Biblioteca, podendo trabalhar também nos meios de comunicação, porque o foco do Bibliotecários é buscar e organizar a informação em qualquer setor que precise de informação organizada."  
É uma pena que, no local onde trabalho, já falei para os diretores que posso atuar em vários setores do Conselho, pois o fundamento é organizar a informação e não tirar o lugar de algum colega, mas parece que eles não fazem a mínima  para entender isso, mas enfim... isto é assunto para outra postagem.
E, para encerrar, gostaria de destacar aqui um termo utilizado pela Bibliotecária que, confesso, não ter conhecimento antes: Biblioteconomia Social. Fiquei muito interessada e vou pesquisar sobre isso e vou trazer o resultado da pesquisa em uma próxima postagem.
Por enquanto fico por aqui.
E vocês? O que acham sobre a frase?  "... O Bibliotecário não se restringe à Biblioteca, podendo trabalhar também nos meios de comunicação, porque o foco do Bibliotecários é buscar e organizar a informação em qualquer setor que precise de informação organizada."  

Um grande abraço a todos e até a semana que vem!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tirinhas engraçadas, mas nem tanto

    Saudações biblioteconômicas!

    Como estão? Eu estou com saudades, pois faz muito tempo que eu não passo por aqui. Espero que não tenham pensado que eu abandonei o blog.
    Mas o que importa é que estou de volta.
    Houve um texto que eu escrevi em março sobre o salário do bibliotecário e disse que o salário não era alto assim, porque a realidade era outra. Pessoas comentaram (adorei os comentários) que era preciso valorizar a profissão e "bater o pé" sobre o salário oferecido que não condiz com o tempo e dedicação que passamos na faculdade. Eu simplesmente adorei isso se isso realmente acontecesse.      
    Porque o trabalho na área não está 100% e os profissionais se sujeitam a receber o que oferecem.
   Pensando na parte da valorização profissional, confesso que sei da importância que temos na sociedade, do trabalho que auxilia quem está a buscar uma informação, mas me digam... como valorizar a profissão quando eu encontro na internet tirinhas dessa natureza?
 
 




 
 
  O bibliotecário é ilustrado como um chato, que não suporta o usuários, que faz terrorismo, assustando o usuário e que não tem nenhuma noção de que cada usuário tem um jeito diferente de ser tratado.
   Fala sério... esse tipo de coisa não deveria de acontecer, porque NÓS não deveríamos permitir, mas aí está. Fica difícil falar em valorização, quando a nossa imagem é transmitida como profissionais chatos, carrancudos e sem noção para tratar os outros.
  Aí sim, não há valorização que aguente.
 
  Fico por aqui, até a quarta que vem,
 
Abraços,
 
 
 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Informações

   Saudações Biblioteconômicas!!

Passei por aqui para repassar as informações que recebi por e-mail do CRB 10. Espero que gostem.

Assunto:  CRB10 recebe Deputado Federal José Stedile para discutir PL 6038/2013
De:  "CRB10" <crb10@crb10.org.br>
Data:  Sex, Agosto 16, 2013 3:31 pm
Para:  crb10@yahoogrupos.com.br
Prioridade:  Normal
Opções:  Ver cabeçalho completo |  Ver Versão para Impressão
 

 
A gestão do CRB10 2012/2014, recebeu ontem, dia 15 de agosto, a visita do Deputado Federal Jose Stedile, que prontamente atendeu ao convite para uma reunião sobre o PL 6038/2013, que regulamenta a profissão dos Técnicos em Biblioteconomia.

Apresentamos sugestões que possam eliminar eventuais dúvidas de interpretação dos gestores públicos (acrescentar o respeito à Lei 4084/62, trabalho do técnico supervisionado pelo Bibliotecário, etc.). Para garantir a fiscalização da lei, proposta pelo deputado, também foi sugerido que o Sistema CFB/CRB cadastre os técnicos e passe a ser o responsável pela fiscalização acerca do cumprimento da lei que regulamenta os técnicos. A gestão solicitou ainda um encontro com o CFB, para que as discussões sejam aprofundadas, inclusive para que o CFB faça suas considerações. Agradecemos a visita do deputado e sua disposição em dialogar acerca das reivindicações.

Os conselheiros salientaram a importância do vínculo com o órgão de classe visto ser este o responsável pela fiscalização. Além disso, destacaram a valorização profissional, a mobilização política da classe e o ganho para a sociedade.
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http://crb10.blogspot.com.br/2013/08/12a-edicao-da-feira-de-troca-de-livros.html

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

12a edição da Feira de Troca de Livros de Porto Alegre

A Prefeitura Municipal de Porto Alegre tem a satisfação de convidar a(s) biblioteca(s) dessa instituição e/ou secretaria para participar e apoiar, como co-realizadora(s), da 12a edição da Feira de Troca de Livros de Porto Alegre, que tem como objetivo disponibilizar o acervo de livros duplicados ou excedentes nas bibliotecas para troca junto à população da nossa cidade.

O evento será realizado pela Secretaria Municipal da Cultura, através da Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, no dia 29 de setembro de 2013 (domingo), no Parque Farroupilha, junto a Rótula da Av. Setembrina. Pretendemos atingir o sucesso das edições anteriores, divulgando suas instituições e seus acervos nesta grande parceria.


PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE


SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA


COORDENAÇÃO DO LIVRO E LITERATURA


BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL JOSUÉ GUIMARÃES




A Prefeitura Municipal de Porto Alegre tem a satisfação de convidar a(s) biblioteca(s) dessa instituição e/ou secretaria para participar e apoiar, como co-realizadora(s), da 12a edição da Feira de Troca de Livros de Porto Alegre, que tem como objetivo disponibilizar o acervo de livros duplicados ou excedentes nas bibliotecas para troca junto à população da nossa cidade.

O evento será realizado pela Secretaria Municipal da Cultura, através da Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, no dia 29 de setembro de 2013 (domingo), no Parque Farroupilha, junto a Rótula da Av. Setembrina. Pretendemos atingir o sucesso das edições anteriores, divulgando suas instituições e seus acervos nesta grande parceria.

A Feira de Troca de Livros de Porto Alegre surgiu com intenção de divulgar as bibliotecas existentes, bem como oferecer à população uma das melhores e mais democráticas formas de dar aproveitamento aos livros usados ou excedentes, possibilitando a difusão e a multiplicidade de leitura entre os cidadãos.

Com a certeza de contarmos com a participação dessa biblioteca, esperamos seu contato, conforme ficha de inscrição e regulamento anexo.


Atenciosamente,


Márcio Lontra Roque Jacob

Coordenador do Livro e Literatura. Secretário Municipal da Cultura.


Inscrições: De 19 à 30 de agosto pelo e-mail:bibliot@smc.prefpoa.com.br

Informações pelos telefones: 3289 8079 e 3289 8099.

FICHA DE INSCRIÇÃO

BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL JOSUÉ GUIMARÃES

XII FEIRA DE TROCA DE LIVROS DE PORTO ALEGRE

FICHA DE INSCRIÇÃO Nº _____



NOME COMPLETO DA INSTITUIÇÃO:

NOME DA BIBLIOTECA:

 
ENDEREÇO:

TELEFONE(s):

E-MAIL:

BIBLIOTECÁRIA RESPONSÁVEL E/OU SETOR RESPONSÁVEL PELA BIBLIOTECA:

ENVIAR PARA O E-MAIL : bibliot@smc.prefpoa.com.br

            

Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães

Coordenação de Livro e Literatura

XII Feira de Troca de Livros de Porto Alegre

Regulamento

1 - Para Participar

As bibliotecas interessadas em participar da XII Feira de Troca de Livros de Porto Alegre deverão preencher a ficha de inscrição, e remetê-la via e-mail à Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre até a última data estabelecida. E-mail: bibliot@smc.prefpoa.com.br .


2 . Período de Inscrições

De 19 à 30 de agosto.

3 - Estrutura da Feira

A feira será realizada sob uma cobertura de lona, com espaço individual pré-determinado pela coordenação do evento. Cada biblioteca participante terá disponível o seu stand, constituído de duas mesas e duas cadeiras em pvc branco. O local deverá ser identificado com nome e logotipo, através de banner confeccionado por cada biblioteca participante.


4- Recursos Necessários

Os participantes da XI Feira de Troca de Livros de Porto Alegre deverão disponibilizar:

4.1 - 100 a 150 livros para expor e trocar por outros títulos.

4.2 - Pessoal encarregado pelo acervo e pelas trocas de livros durante o período da Feira;

4.3 - 01 banner com nome e logomarca do participante. (c/ suporte ou fixação na mesa)

4.4 - Fica a critério de cada participante a opção de trazer expositores e/ou mais mesas para compor o seu espaço para trocas, desde que não exceda a sua área de 2x2m.

5 . Funcionamento da Feira

5.2 - Horário: das 10h às 17h. Os participantes deverão cumprir rigorosamente o horário. Chegar até às 9h para organizar o material no stand de lona;

5.3. Local: Parque Farroupilha, junto à Rótula da Av. Setembrina;

5.4. Disposição do acervo para as trocas: os livros deverão ficar expostos em cima da mesa e/ou em expositor para serem trocados. Os participantes realizarão suas trocas por outros livros se for conveniente e ficam desobrigados a trocar o livro que já possuírem no seu acervo;

5.5. É de responsabilidade de cada participante o transporte dos acervos;

5.6. A segurança do acervo e material existente no stand, durante o evento, é de inteira responsabilidade do participante.

6 - Formas de escambo

6.1. O público poderá realizar suas trocas, de um livro por outro livro, havendo acordo entre as partes (biblioteca e público).

6.2. Fica a critério de cada participante (biblioteca) realizar as trocas compensatórias, ou seja,1 livro por 2, ou 2 por 3, conforme o interesse das partes.

6.3. O público poderá fazer trocas entre si.

6.4. É proibida a comercialização de quaisquer espécies de publicação.

7. Casos omissos

Situações não previstas neste Regulamento deverão ser encaminhadas à coordenação do evento e resolvidas em acordo com as partes envolvidas.

Realização

PMPA/SMC

Coordenação:

Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães



http://arb.org.br/2013/08/ciclo-de-formacao-continuada-conservacao-de-material-bibliografico/

Ciclo de Formação Continuada – Conservação de material bibliográfico


ciclo-oficina-conservacao-2013
A ARB lança a segunda atividade do Ciclo de Formação Continuada: a oficina “Conservação de material bibliográfico”.
Dias: 30 e 31/08/2013 (sexta-feira e sábado)
Carga horária: 12 horas/aula
Horário: sexta das 18:30 às 22:00; sábado das 08:30 às 12:00 e das 13:30 às 17:00
Certificado: será emitido para os inscritos que tiverem no mínimo 75% de presença
Vagas: 15

Inscrições

Preencha o formulário de inscrição on-line, efetue o pagamento e envie o comprovante para inscrever-se.
Prazo: 26/08/2013 ou enquanto houverem vagas.
Acompanhe a atualização das vagas nesta página.

Local

Auditório do 1º andar
IFRS – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
Rua Cel. Vicente, 281
Centro, Porto Alegre, RS

Investimento

CategoriaBibliotecárioTécnicoEstudante
(graduação ou técnico)
SócioR$ 80,00R$ 65,00R$ 50,00
Não sócioR$ 105,00R$ 80,00R$ 65,00
Caso você não faça parte de nenhuma das categorias: R$ 130,00.
Formas de pagamento
O pagamento deve ser feito até o dia 26/08/2013 na seguinte conta corrente:
Caixa Econômica Federal
Ag: 0451
C/C: 1004-6
Op: 003 – Pessoa Jurídica
Associação Rio-Grandense de Bibliotecários
CNPJ 87.945.754/0001-00
O comprovante deve ser enviado por e-mail para arb@arb.org.br para garantir a vaga.
Novos sócios, ou sócios que não estão em dia, podem realizar o pagamento da anuidade até o dia 25/08/2013 para obter o desconto no curso. Saiba como associar-se.
Em caso de ausência não haverá ressarcimento do valor da inscrição.

Conteúdo programático

  • Agentes agressores
  • Medidas de conservação preventiva
  • Higienização
  • Consertos de rasgos
  • Enxerto
  • Acondicionamento

Instrutora

Maria Lúcia Ricardo Souto – Bacharel em História e Pós-Graduada em Educação e Patrimônio Histórico-Cultural. Especialista em Preservação, Conservação e Restauração de Documentação Gráfica pela Associação Brasileira de Encadernação e Restauro. Realizou trabalhos para Gerdau, Biblioteca Pública do Estado, DMAE, IRGA, Arquivo Histórico de Porto Alegre, entre outros. Foi professora substituta na UFRGS na disciplina de Fundamentos da Preservação de Documentos da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO). Atualmente trabalha no Arquivo Público do Estado (APERS) como conservadora-restauradora e é professora substituta no Instituto Federal do Rio Grande do Sul na disciplina de Preservação e Conservação de Acervos Bibliográficos II..

Realização

ARB

Apoio

IFRS


          Bem colegas, por hoje é isso. Um grande abraço e até a próxima!

 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Interessante

            Saudações Biblioteconômicas!!

Recebi este link por e-mail do CRB10 e achei que devia compartilhar com vocês. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.

http://bibliotecafeevale.wordpress.com/2013/08/10/10-bibliotecas-para-visitar-com-o-google-street-view/

10 bibliotecas para visitar com o Google Street View


O site Ebook Friendly publicou as 10 bibliotecas que podem ser visitadas através do Google Street View.
Embora na fase inicial, o Google Street View está sendo usado não só fora, mas também no interior dos edifícios. De várias instituições e empresas que podem se beneficiar do uso desta ferramenta avançada, livrarias e bibliotecas são os que se destacam – eles oferecem a magia de estar entre os melhores de todos os amigos: os livros. Estar em um lugar faz você querer ler alguma coisa agora.
É uma ótima ideia para promover a bibliotecas e livrarias, e mais importante, passeios interiores.

   Bem, por enquanto é isso. Até a próxima !!

 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Saudações Biblioteconômicas!!

Sinceramente, não dá para acreditar. Estava eu navegando pela internet quando me deparei com este texto do ano passado, que apesar de ser de 2012 é bem pertinente. Novamente fiquei irritada com a percepção que o “escritor” tem dos bibliotecários. Me questiono também sobre o conhecimento que ele tem da Biblioteconomia para pensar em dizer alguma coisa. Isto aqui está parecendo mais com aquele texto infame que eu postei que literalmente avacalhava com os bibliotecários, a tal da Desciclopédia.
Olhem o primeiro absurdo, o cara diz que a bibliotecária o atende com “aquela suave descortesia típica dessa classe profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem do que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas.”
Me pergunto: de onde ele tirou que a descortesia é típica de nossa classe, como se isso fosse uma marca registrada? Se o usuário fosse um intruso, então não teria motivo da biblioteca existir! Afinal, as bibliotecas estão ligadas aos usuários e à informação, elas não foram criadas para serem a segunda casa dos bibliotecários.
Olhem outra ignomínia, nós estamos em um período de muita tecnologia, de inovações, de utilizar a internet a nosso favor, agora me ajudem a entender o que ele quis dizer que as bibliotecárias, hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros! É óbvio que uma obra rara tem que ter todo um tratamento especial. Bibliotecário nenhum, em sã consciência, vai deixar uma obra rara atirada em qualquer canto da biblioteca ao alcance do usuário, sem antes haver um cuidado especial para manusear o documento. Com ele falando desse jeito, parece que estamos na época do filme O nome da rosa.
“Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.”
E essa asneira agora? Que eu saiba, bibliotecário que se preza, não sente alívio porque o usuário foi embora, pelo contrário, fica sempre pensando se não poderia tê-lo atendido melhor de outra forma. E regressar a sua preguiçosa solidão? Faça-me o favor, se ele conhecesse ao menos o mínimo do nosso trabalho, sentiria vergonha de escrever aquilo. Sempre há trabalho a fazer em uma biblioteca, sempre há alguma coisa que podemos fazer para melhorar na qualidade e no atendimento ao público e esse Sem Noção escreve essa besteira.
"E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) (ridículo é esse texto) pelas bases de dados via internet."
E ele continua em sua linha de raciocínio sem noção.
As bibliotecas não vão deixar de existir, pois sempre haverá usuários que gostem do acervo em forma física. E, mesmo que a Biblioteca vá para o mundo on line, ninguém vai ser barrado. O trabalho do bibliotecário “preguiçoso” continuará e, ouso dizer que, talvez duplique ou triplique, pois o profissional da informação precisa inserir a Biblioteca no mundo virtual, ou ele pensou que a biblioteca estaria on line por osmose?
E, mais uma vez: vetar o ingresso de leitores no recinto? Já disse antes e vou repetir, se for para mandar o usuário para longe então não tem fundamento existir bibliotecas e muito menos pessoas capacitadas para gerenciá-las.
"Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo."
É, tenho que concordar com ele nesse aspecto: biblioteca nenhuma vai servir para alguém como ele que, inteligentemente, generalizou os bibliotecários. Se eu vou a uma biblioteca e o bibliotecário não me atende bem, eu não vou gostar, mas não vou sair por aí dizendo que todo o bibliotecário atende mal, expulsa o usuário e é preguiçoso. Isto, no mínimo, é considerado falta de educação e profissionalismo.
Fico muito feliz que a Presidente Nêmora, também tenha se manisfestado. Como foi no ano passado esse assunto (ainda atual) não posso dizer a vocês se o Senhor Sabe Tudo deu algum tipo de resposta.
Agora me digam o que que o Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, que escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA), entende da nossa profissão? Não é porque ele “escreve” sobre os fatos da literatura que pode se achar no direito de escrever besteira e desfazer da profissão.
Olha, sinceramente, vai ser sem noção lá longe...
 
 
"ARTIGO" DO GIRON
http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeus-bibliotecas.html
Dê adeus às bibliotecas
Instituições como a Biblioteca Nacional podem desaparecer ou ser vetadas à consulta em carne e osso
LUÍS ANTÔNIO GIRON
 Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA)
Nostalgia é o oitavo pecado capital destes tempos. Você pode ser retrô e reciclar informações do passado com o glamour e a retina exata do presente. Ser nostálgico e sentir saudade é pecar. Por que sentir falta de um passado que era mais atrasado, mais ridículo e mais sujo do que o presente? Como sei que o presente é o futuro passado e que os brilhos atuais vão parecer foscos aos olhos judiciosos do amanhã, continuo a gostar da nostalgia. Recaio sempre nela, e sinto o olhar reprovador de quem está por perto e nota a infração. Para horror de minha mulher, guardo uma edição da Encyclopedia Britannica, edição de 1962. Pior, vivo consultando seus verbetes absoluta e encantadoramente desatualizados. Agora que a Britannica deixou de ser publicada em papel e migrou inteirinha para a internet, só me resta o prazer táctil de folhear a minha velha prensagem da obra. Não posso evitar ser um ser pré-internético, pré-google, pré-instagram e o diabo a quatro.
Em um desses meus acessos incuráveis de nostalgia, cometi o crime de visitar a biblioteca pública do meu bairro. Cheguei de mansinho, talvez pensando em reencontrar nas prateleiras os livros que mais me influenciaram e emocionaram. Topei com prateleiras de metal com volumes empoeirados à espera de um leitor que nunca mais apareceu. O lugar estava oco. A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem do que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas.
Na recepção daquela pequenina biblioteca municipal, eu me senti uma assombração do passado a importunar a ordem do agora.
 “Procuro uma coletânea de contos fantásticos de Aluísio Azevedo”, disse à senhora. “O senhor trouxe a referência?” Não. “Por que não consultou o catálogo pela internet?” Sei lá por quê, eu só queria parar por aqui e ler uns livros difíceis de encontrar e talvez levar emprestados... “Os empréstimos são limitados a quatro volumes e a devolução acontece em 15 dias”, ela metralhou, com os olhos pregados no monitor velho e encardido do computador. Por fim, depois de dar um pequeno passeio pelo interior da biblioteca, voltou para informar que não tinha o livro que eu buscava. Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.
Em tempos idos, eu encontrava nas bibliotecas públicas um abrigo para meditar, planejar e fugir do mundo. Passeava pelas estantes como quem viajasse por outros planetas, tempos e realidades, memórias, histórias, uma lição de vida aqui, uma descoberta da crueldade humana ali, fantasias inúteis acolá. Devo às bibliotecas a minha formação. Fiz mestrado e doutorado passando tardes enfurnado na Mário de Andrade, no Arquivo do Estado e na Biblioteca Nacional. E sempre frequentei bibliotecas de bairro. Anos atrás, elas costumavam ser lotadas de leitores ávidos. Os usuários se interessavam por cultura, e não apenas como uma ferramenta para subir na vida e destruir os concorrentes. Havia oficinas e debates. Os livros de poesia e os romances não paravam nas prateleiras. Agora os ácaros, os carunchos e toda sorte de inseto venceram os leitores. Para não falar da umidade – que, recentemente, quase acabou com os periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Saí da minha biblioteca do bairro e me dirigi a uma lan house próxima, repleta de meninos e adultos, absortos em pesquisar, mandar emails e jogar. Pela internet, encontrei O touro negro, de Aluísio Azevedo, disponível em arquivo digital no site do domíniopublico.br. Agora tudo quanto é livro pode ser encontrado em sites abertos, como archive.org, openlibrary.org e gutenberg.org. E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) pelas bases de dados via internet.
Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo.  

RESPOSTA DO CRB10
http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/resposta-do-conselho-federal-de-biblioteconomia-ao-artigo-de-adeus-bibliotecas.html
LUÍS ANTÔNIO GIRON - 24/05/2012 11h25 - Atualizado em 24/05/2012 11h27
Nota do Conselho Federal de Biblioteconomia ao artigo "Dê adeus às bibliotecas"
NÊMORA A. RODRIGUES, BIBLIOTECÁRIA, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA
O artigo do jornalista Luís Antônio Giron, publicado no site de ÉPOCA, sob o título “Dê adeus às bibliotecas”, retrata uma experiência vivenciada no âmbito da biblioteca pública de seu bairro e, a partir disso, generaliza e atinge negativamente a atuação dos bibliotecários no exercício de sua atividade. Cabe destacar, entretanto, que o Primeiro Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, proposto pelo Ministério da Cultura e executado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que no âmbito das 4.905 Bibliotecas Públicas pesquisadas há somente 75 bibliotecários atuando. Conclui-se, então, que a maioria dos usuários são atendidos por pessoal não habilitado e não por bibliotecários devidamente graduados. A responsabilidade da gestão dessas bibliotecas é do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
E o Sistema CFB/CRB, ciente dessa realidade, enfatiza permanentemente a necessidade do investimento em pessoal qualificado para suprir tais lacunas, ante a premissa de que apenas acervos, espaço físico e equipamentos não atendem às necessidades de cidadãos brasileiros que merecem ter sua cidadania assegurada por meio de bons serviços públicos em todas as áreas. Ante o exposto, lamenta-se que o jornalista tenha atingido um profissional imprescindível para trabalhar com a informação e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento do país nos mais diversos segmentos sociais em que o bibliotecário atua. Afinal, toda a generalização corre o risco de afundar no abismo do descrédito e da intolerância. Assim como se espera que o jornalismo seja exercido baseado no compromisso com a verdade dos fatos, independente do ponto de vista pessoal e pontual, mas a partir da análise do todo o conjunto que compõe o cenário.
 
     Depois dessa, só me despedindo. Até a próxima semana,
 
 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Estragou o dia

        Saudações Biblioteconômicas!!

     Estava navegando na internet quando me deparei com esse lixo na tal desciclopédia. Certo, há uma informação que diz que o texto: " NENHUM artigo da Desciclopédia representa a verdade. TODOS servem apenas como sátira ou humor."
 
 
 
 
 
      Tudo bem, o aviso diz isso, mas francamente. Só vi este artigo como caráter pejorativo da profissão e pejorativo no sentido mais baixo. O autor com certeza não tinha mais nada para fazer e decidiu escrever essa ignomínia. Creio que as "pessoas" que escrevem estas porcarias deveriam se identificar para receber as críticas sobre o lixo que escrevem, mas não, eles preferem permanecer no anonimato. Até erros de concordância tem: "A maioria usam óculos" Assim é muito fácil falar mal da profissão alheia.
      O que mais me revolta é os profissionais da área não se manifestarem. Mesmo em caráter de "sátira ou humor", tal texto não deveria ser permitido. Deveríamos criar algum movimento que ajudasse a tirar esse esteriótipo de que os bibliotecários não fazem nada. As pessoas que dizem isso são ignorantes ao extremo, pois se fosse para não fazer nada, qualquer beócio, como o autor do texto, estaria habilitado a guardar e arrumar os livros na estante. Se fosse para fazer isso, não haveria uma faculdade de 4 anos e qualquer gari organizaria a biblioteca.
      Acredito que é preciso ter conhecimento para escrever sobre algum assunto, caso contrário o resultado será um grande lixo, sem graça e sem fundamento algum, como o que eu li.
       Também isso me faz pensar que os bibliotecários deveriam ser mais unidos para divulgarem à sociedade o que realmente nós fazemos. Há todo um histórico que criou essa imagem de bibliotecário-monstro, que usa óculos e é terrível. Mas isso não é uma regra. Eu uso óculos, porque sou míope e não impeço os usuários de chegarem perto do acervo, nem fico pedindo silêncio a toda hora. Sou tão antiga e antiguada, que tenho 8 tatuagens e gosto de ouvir metal melódico. Então, quando esse néscio escreve uma coisa ofensiva desse nível, fico zangada mesmo que o conteúdo seja inútil. Não é correto deixarmos que escrevam estes vitupérios sobre nós e nossa profissão. 
       É interessante entender que a biblioteca é um lugar de lazer, cultura e aprendizado, se é para ficar vendo sites pornôs então que a criatura vá ver em casa e não em um lugar público (isso é algo que se aprende em casa). Pois bem, se eu vou à biblioteca para fazer algum trabalho científico, pesquisa ou ler algum livro não é de se esperar que o ambiente seja calmo e tranquilo para que eu possa fazer o que eu quero? Acredito que a maioria das pessoas não gostam de estar lendo ou estudando com um monte de paspalhões gritando à sua volta, ou estou enganada?
       Esse assunto gera até uma Tese sobre o profissional biblitecário e eu tenho muitas ideias e opiniões para falar a respeito, mas creio que ficará para uma outra postagem. Agora, o que não se pode permitir é que um zero a esquerda sem noção alguma fique difamando a nossa profissão tão gratificando e bonita quando entendida é pelas pessoas. Francamente, é de se respeitar.
       Além da referência acima, vou fazer o sacrifício de colar o lixo aqui, para que vocês possam ler e tirarem suas próprias concluões.
 
"Bibliotecário
Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Cquote1.pngVocê quis dizer: SilêncioCquote2.png
Google sobre Bibliotecário
Cquote1.pngVocê quis dizer: Filho da putaCquote2.png
Google sobre Bibliotecário
Cquote1.pngExperimente também: Fazer silêncio Cquote2.png
Sugestão do Google para Bibliotecário
Cquote1.png Oque é isso aí, é jogo? Cquote2.png
Bibliotecário sobre Qualquer site
Cquote1.png MANOOO, ACHEI AQUELE LIVRO!! Cquote2.png
Nerd sobre livro da Cinderela
Cquote1.png Como assim o Redtube tá bloqueado? Cquote2.png
Seu amigo punheteiro sobre Bloqueio de sites
Cquote1.png CARAMBA EU QUERO LER TAMBÉEEM!! Cquote2.png
Amigo do nerd sobre citação acima
Cquote1.png sssssssssssshh. Silêncio neste recinto, por favor. Cquote2.png
Bibliotecário sobre idiotas acima
Cquote1.png Aqui tem mangás de hentai? Cquote2.png
Otaku punheteiro perguntando ao Bibliotecário
Cquote1.png Silêncio, você está em um estabelecimento público Cquote2.png
Bibliotecário sobre Punheteiro acima
Bibliotecário (Do popular "Grandissisimo filho da puta" "Bibliotecário", que significa "O silenciador") é uma profissão tão simples como programar um virús que hackeie o Pentágono. Brincadeira, mas passar o dia todo pedindo silêncio e arrumando livros que os idiotas fingem ler 7 dias na semana o ano todo é ralação.

Tab

Origem

shhh.Silêncio.
Pesquisas afirmam (com algumas dúvidas) que o bibliotecário é uma pessoa que nunca fez nada na vida, as opções dele eram virar Gari ou fazer uma faculdade para virar bibliotecário, cientistas dizem que o bibliotecário não evoluiu do macaco, mas sim da preguiça gigante, pois é comum de avista-lo em seu habitat fazendo Porra Nenhuma com preguiça até de respirar. alguém sabe o que um bibliotecário faz além de arrumar os livros que a gente tira do lugar? Dizem ainda que esta é a profissão mais antiga do mundo depois das prostitutas e que graças a chatice do bibliotecário é que até hoje encontram antigos documentos escondidos por bibliotecários antigos que não queriam emprestá-los para as pessoas antigas.

[editar] O que faz um bibliotecário?

Entre outras coisas, nada. A não ser ficar vigiando os caras que estão lendo os livros, para que nem borrem os livros, nem falem alto, nem vejam putaria, ou entrem em site de jogo Ou Não pra não atrapalhar aos outros trouxas a lerem. Embora isso seja uma babaquisse e uma inutilidade, mas eles ganham a vida assim, fazendo merda nenhuma.

[editar] Características marcantes

  • Nunca vão ao banheiro
  • A maioria usam óculos
  • Sempre andam com uma garrafinha de água mineral
  • São tarados, pervertidos e sadomasoquistas nas horas vagas.
  • São irritantes, mandões, metódicos e chatos.
  • Sempre ameaçam chamar a diretora quando você resolve correr dentro da biblioteca, mas nunca chamam
  • Cobram multa de atraso sem dó nem piedade
  • Não deixam ninguém usar os computadores
  • Proibem as pessoas de ouvirem mp3, mp4, mp5, mp6, mp7, mp8, mp9, mp10 e assim por diante...
  • Bibliotecários sempre estão jogando paciencia spider ( no Windows 24) ou Tetris no celular
  • Estão sempre acessando o Paparazzo ou o OFAJ

 Coisas que todo bibliotecário força você a não fazer

Bibliotecário antes de ser bibliotecário
  • Não fale alto
  • Não bote os pés na mesa
  • Não fale em volume médio
  • Não use o Celular [para falar ou ouvir música alta]
  • Não leia em voz alta
  • Não acesse qualquer site que não seja a wikipedia ou site da Escola (Caso for um bibliotecário de escola)
  • Não ver nenhum site pornô (Apesar de ele mesmo ver)
  • Não se masturbe
  • Não entre em site de jogos
  • Não acesse o YOUTUBE, ANITUBE ou qualquer site de vídeo
  • Não rabisque o livro
  • Não pegue o livro sem pagar
  • Não saia da biblioteca sem pagar as multas
  • Não babe no livro (no caso de ele vier a dar sono)
  • Não tire xérox do livro inteiro
  • Não ligue o computador se não for para pesquisar
  • Não fale merda nenhuma
  • Não chame o BOPE
  • Não faça seu testamento
  • Não respire
  • MORRA em silêncio!!!

[editar] Porque odiar os bibliotecários?

Para começar, eles te obrigam a assinar aquela lista inútil de quem entra e quem sai e que no final do ano é jogada no lixo junto de todas as demais tralhas de fim-de-ano. Depois fica na sua cola para saber se você vai ler mesmo um livro ou tocar uma punheta vendo Playboy escondido com seu coleguinha. Bibliotecário deve ter um detector de bagunça, pois sempre adivinha quando a gente só quer ficar de bobeira na maldita biblioteca. Mesmo depois de você pegar um livro super idiota, ele não se cansa de usar a super-audição que capta qualquer ruído, acusando VOCÊ de fazer barulho. O interessante é que quando você se interessa por um livro, nunca acha ele, como se o livro tivesse ido parar numa outra dimensão que só o bibliotecário conhece, e por isso quando você fala com o bibliotecário, que finge não ouvir nada (isso dá ódio), mas mesmo assim te responde sem nem olhar na porcaria do sistema que o livro tá emprestado. Quando vai embora, você se despede do profissional altamente capacitado um faz nada e ele não responde um tchau e sim te lembra de fechar a port quando sair, pois o ar-condicionado está ligado, ou só porque quer a porta fechada e pronto. Esses e outros motivos deixam os fanfarrões desistirem de ir à biblioteca, pois sabem que sempre tem um Cavaleiro do inferno bibliotecário a espera de um bagunceiro.Além de pensar que todo site é site de jogo, o bibliotecário tem um radar que detecta quando a gente só quer ficar de bobeira e faz questão de colocar a gente para passear, por que a biblioteca é um lugar para uso de leitura e pesquisa. Um saco.

[editar] Pra ser um bibliotecário bem-sucedido

  1. Faça uma faculdade de biblioteconomia, que na verdade não ensina coisa nenhuma.
  2. Tenha uma síndrome de achar que todo site é site pornô ou de jogo;
  3. Tenha TOC, os livros sempre ficarão em ordem;
  4. Seja frio e nunca faça amizades com os colegas de trabalho que morrem de inveja de você nunca fazer nada com nada.
  5. Trate os professores como seres de outro planeta que não manjam nada de nada do seu mundo da biblioteca
  6. Leia muitos livros para parecer inteligente;
  7. Aprenda a ser viciado em joguinhos que vêm no Windows, no android (principalmente paciência ou Tetris);
  8. Seja chato e metódico como todo bibliotecário que se preze.
  9. Tenha uma audição muito boa para chamar atenção dos idiotas leitores;
  10. Tenha um detector de bagunceiros;
  11. Nunca beba água ou vá ao banheiro (isso faz você se tornar um fodão);
  12. E SEMPRE mande os outros fazerem silêncio com um tom de voz suave e irritante.
  13. Tenha boa memória para decorar a posição dos livros e guiar os leitores até eles em precisar levantar para ajudá-lo.
  14. Tenha um Mafagafo de estimação(duvida?)

 Sites de Jogo (segundo os bibliotecários)

e por aí vai..."
 
   Realmente, depois me pergunto como um ser desse nível pode existir na terra... que tristeza.
 
   Abraços decepcionados a todos,