quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tirinhas engraçadas, mas nem tanto

    Saudações biblioteconômicas!

    Como estão? Eu estou com saudades, pois faz muito tempo que eu não passo por aqui. Espero que não tenham pensado que eu abandonei o blog.
    Mas o que importa é que estou de volta.
    Houve um texto que eu escrevi em março sobre o salário do bibliotecário e disse que o salário não era alto assim, porque a realidade era outra. Pessoas comentaram (adorei os comentários) que era preciso valorizar a profissão e "bater o pé" sobre o salário oferecido que não condiz com o tempo e dedicação que passamos na faculdade. Eu simplesmente adorei isso se isso realmente acontecesse.      
    Porque o trabalho na área não está 100% e os profissionais se sujeitam a receber o que oferecem.
   Pensando na parte da valorização profissional, confesso que sei da importância que temos na sociedade, do trabalho que auxilia quem está a buscar uma informação, mas me digam... como valorizar a profissão quando eu encontro na internet tirinhas dessa natureza?
 
 




 
 
  O bibliotecário é ilustrado como um chato, que não suporta o usuários, que faz terrorismo, assustando o usuário e que não tem nenhuma noção de que cada usuário tem um jeito diferente de ser tratado.
   Fala sério... esse tipo de coisa não deveria de acontecer, porque NÓS não deveríamos permitir, mas aí está. Fica difícil falar em valorização, quando a nossa imagem é transmitida como profissionais chatos, carrancudos e sem noção para tratar os outros.
  Aí sim, não há valorização que aguente.
 
  Fico por aqui, até a quarta que vem,
 
Abraços,
 
 
 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Informações

   Saudações Biblioteconômicas!!

Passei por aqui para repassar as informações que recebi por e-mail do CRB 10. Espero que gostem.

Assunto:  CRB10 recebe Deputado Federal José Stedile para discutir PL 6038/2013
De:  "CRB10" <crb10@crb10.org.br>
Data:  Sex, Agosto 16, 2013 3:31 pm
Para:  crb10@yahoogrupos.com.br
Prioridade:  Normal
Opções:  Ver cabeçalho completo |  Ver Versão para Impressão
 

 
A gestão do CRB10 2012/2014, recebeu ontem, dia 15 de agosto, a visita do Deputado Federal Jose Stedile, que prontamente atendeu ao convite para uma reunião sobre o PL 6038/2013, que regulamenta a profissão dos Técnicos em Biblioteconomia.

Apresentamos sugestões que possam eliminar eventuais dúvidas de interpretação dos gestores públicos (acrescentar o respeito à Lei 4084/62, trabalho do técnico supervisionado pelo Bibliotecário, etc.). Para garantir a fiscalização da lei, proposta pelo deputado, também foi sugerido que o Sistema CFB/CRB cadastre os técnicos e passe a ser o responsável pela fiscalização acerca do cumprimento da lei que regulamenta os técnicos. A gestão solicitou ainda um encontro com o CFB, para que as discussões sejam aprofundadas, inclusive para que o CFB faça suas considerações. Agradecemos a visita do deputado e sua disposição em dialogar acerca das reivindicações.

Os conselheiros salientaram a importância do vínculo com o órgão de classe visto ser este o responsável pela fiscalização. Além disso, destacaram a valorização profissional, a mobilização política da classe e o ganho para a sociedade.
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http://crb10.blogspot.com.br/2013/08/12a-edicao-da-feira-de-troca-de-livros.html

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

12a edição da Feira de Troca de Livros de Porto Alegre

A Prefeitura Municipal de Porto Alegre tem a satisfação de convidar a(s) biblioteca(s) dessa instituição e/ou secretaria para participar e apoiar, como co-realizadora(s), da 12a edição da Feira de Troca de Livros de Porto Alegre, que tem como objetivo disponibilizar o acervo de livros duplicados ou excedentes nas bibliotecas para troca junto à população da nossa cidade.

O evento será realizado pela Secretaria Municipal da Cultura, através da Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, no dia 29 de setembro de 2013 (domingo), no Parque Farroupilha, junto a Rótula da Av. Setembrina. Pretendemos atingir o sucesso das edições anteriores, divulgando suas instituições e seus acervos nesta grande parceria.


PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE


SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA


COORDENAÇÃO DO LIVRO E LITERATURA


BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL JOSUÉ GUIMARÃES




A Prefeitura Municipal de Porto Alegre tem a satisfação de convidar a(s) biblioteca(s) dessa instituição e/ou secretaria para participar e apoiar, como co-realizadora(s), da 12a edição da Feira de Troca de Livros de Porto Alegre, que tem como objetivo disponibilizar o acervo de livros duplicados ou excedentes nas bibliotecas para troca junto à população da nossa cidade.

O evento será realizado pela Secretaria Municipal da Cultura, através da Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, no dia 29 de setembro de 2013 (domingo), no Parque Farroupilha, junto a Rótula da Av. Setembrina. Pretendemos atingir o sucesso das edições anteriores, divulgando suas instituições e seus acervos nesta grande parceria.

A Feira de Troca de Livros de Porto Alegre surgiu com intenção de divulgar as bibliotecas existentes, bem como oferecer à população uma das melhores e mais democráticas formas de dar aproveitamento aos livros usados ou excedentes, possibilitando a difusão e a multiplicidade de leitura entre os cidadãos.

Com a certeza de contarmos com a participação dessa biblioteca, esperamos seu contato, conforme ficha de inscrição e regulamento anexo.


Atenciosamente,


Márcio Lontra Roque Jacob

Coordenador do Livro e Literatura. Secretário Municipal da Cultura.


Inscrições: De 19 à 30 de agosto pelo e-mail:bibliot@smc.prefpoa.com.br

Informações pelos telefones: 3289 8079 e 3289 8099.

FICHA DE INSCRIÇÃO

BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL JOSUÉ GUIMARÃES

XII FEIRA DE TROCA DE LIVROS DE PORTO ALEGRE

FICHA DE INSCRIÇÃO Nº _____



NOME COMPLETO DA INSTITUIÇÃO:

NOME DA BIBLIOTECA:

 
ENDEREÇO:

TELEFONE(s):

E-MAIL:

BIBLIOTECÁRIA RESPONSÁVEL E/OU SETOR RESPONSÁVEL PELA BIBLIOTECA:

ENVIAR PARA O E-MAIL : bibliot@smc.prefpoa.com.br

            

Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães

Coordenação de Livro e Literatura

XII Feira de Troca de Livros de Porto Alegre

Regulamento

1 - Para Participar

As bibliotecas interessadas em participar da XII Feira de Troca de Livros de Porto Alegre deverão preencher a ficha de inscrição, e remetê-la via e-mail à Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre até a última data estabelecida. E-mail: bibliot@smc.prefpoa.com.br .


2 . Período de Inscrições

De 19 à 30 de agosto.

3 - Estrutura da Feira

A feira será realizada sob uma cobertura de lona, com espaço individual pré-determinado pela coordenação do evento. Cada biblioteca participante terá disponível o seu stand, constituído de duas mesas e duas cadeiras em pvc branco. O local deverá ser identificado com nome e logotipo, através de banner confeccionado por cada biblioteca participante.


4- Recursos Necessários

Os participantes da XI Feira de Troca de Livros de Porto Alegre deverão disponibilizar:

4.1 - 100 a 150 livros para expor e trocar por outros títulos.

4.2 - Pessoal encarregado pelo acervo e pelas trocas de livros durante o período da Feira;

4.3 - 01 banner com nome e logomarca do participante. (c/ suporte ou fixação na mesa)

4.4 - Fica a critério de cada participante a opção de trazer expositores e/ou mais mesas para compor o seu espaço para trocas, desde que não exceda a sua área de 2x2m.

5 . Funcionamento da Feira

5.2 - Horário: das 10h às 17h. Os participantes deverão cumprir rigorosamente o horário. Chegar até às 9h para organizar o material no stand de lona;

5.3. Local: Parque Farroupilha, junto à Rótula da Av. Setembrina;

5.4. Disposição do acervo para as trocas: os livros deverão ficar expostos em cima da mesa e/ou em expositor para serem trocados. Os participantes realizarão suas trocas por outros livros se for conveniente e ficam desobrigados a trocar o livro que já possuírem no seu acervo;

5.5. É de responsabilidade de cada participante o transporte dos acervos;

5.6. A segurança do acervo e material existente no stand, durante o evento, é de inteira responsabilidade do participante.

6 - Formas de escambo

6.1. O público poderá realizar suas trocas, de um livro por outro livro, havendo acordo entre as partes (biblioteca e público).

6.2. Fica a critério de cada participante (biblioteca) realizar as trocas compensatórias, ou seja,1 livro por 2, ou 2 por 3, conforme o interesse das partes.

6.3. O público poderá fazer trocas entre si.

6.4. É proibida a comercialização de quaisquer espécies de publicação.

7. Casos omissos

Situações não previstas neste Regulamento deverão ser encaminhadas à coordenação do evento e resolvidas em acordo com as partes envolvidas.

Realização

PMPA/SMC

Coordenação:

Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães



http://arb.org.br/2013/08/ciclo-de-formacao-continuada-conservacao-de-material-bibliografico/

Ciclo de Formação Continuada – Conservação de material bibliográfico


ciclo-oficina-conservacao-2013
A ARB lança a segunda atividade do Ciclo de Formação Continuada: a oficina “Conservação de material bibliográfico”.
Dias: 30 e 31/08/2013 (sexta-feira e sábado)
Carga horária: 12 horas/aula
Horário: sexta das 18:30 às 22:00; sábado das 08:30 às 12:00 e das 13:30 às 17:00
Certificado: será emitido para os inscritos que tiverem no mínimo 75% de presença
Vagas: 15

Inscrições

Preencha o formulário de inscrição on-line, efetue o pagamento e envie o comprovante para inscrever-se.
Prazo: 26/08/2013 ou enquanto houverem vagas.
Acompanhe a atualização das vagas nesta página.

Local

Auditório do 1º andar
IFRS – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
Rua Cel. Vicente, 281
Centro, Porto Alegre, RS

Investimento

CategoriaBibliotecárioTécnicoEstudante
(graduação ou técnico)
SócioR$ 80,00R$ 65,00R$ 50,00
Não sócioR$ 105,00R$ 80,00R$ 65,00
Caso você não faça parte de nenhuma das categorias: R$ 130,00.
Formas de pagamento
O pagamento deve ser feito até o dia 26/08/2013 na seguinte conta corrente:
Caixa Econômica Federal
Ag: 0451
C/C: 1004-6
Op: 003 – Pessoa Jurídica
Associação Rio-Grandense de Bibliotecários
CNPJ 87.945.754/0001-00
O comprovante deve ser enviado por e-mail para arb@arb.org.br para garantir a vaga.
Novos sócios, ou sócios que não estão em dia, podem realizar o pagamento da anuidade até o dia 25/08/2013 para obter o desconto no curso. Saiba como associar-se.
Em caso de ausência não haverá ressarcimento do valor da inscrição.

Conteúdo programático

  • Agentes agressores
  • Medidas de conservação preventiva
  • Higienização
  • Consertos de rasgos
  • Enxerto
  • Acondicionamento

Instrutora

Maria Lúcia Ricardo Souto – Bacharel em História e Pós-Graduada em Educação e Patrimônio Histórico-Cultural. Especialista em Preservação, Conservação e Restauração de Documentação Gráfica pela Associação Brasileira de Encadernação e Restauro. Realizou trabalhos para Gerdau, Biblioteca Pública do Estado, DMAE, IRGA, Arquivo Histórico de Porto Alegre, entre outros. Foi professora substituta na UFRGS na disciplina de Fundamentos da Preservação de Documentos da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO). Atualmente trabalha no Arquivo Público do Estado (APERS) como conservadora-restauradora e é professora substituta no Instituto Federal do Rio Grande do Sul na disciplina de Preservação e Conservação de Acervos Bibliográficos II..

Realização

ARB

Apoio

IFRS


          Bem colegas, por hoje é isso. Um grande abraço e até a próxima!

 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Interessante

            Saudações Biblioteconômicas!!

Recebi este link por e-mail do CRB10 e achei que devia compartilhar com vocês. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.

http://bibliotecafeevale.wordpress.com/2013/08/10/10-bibliotecas-para-visitar-com-o-google-street-view/

10 bibliotecas para visitar com o Google Street View


O site Ebook Friendly publicou as 10 bibliotecas que podem ser visitadas através do Google Street View.
Embora na fase inicial, o Google Street View está sendo usado não só fora, mas também no interior dos edifícios. De várias instituições e empresas que podem se beneficiar do uso desta ferramenta avançada, livrarias e bibliotecas são os que se destacam – eles oferecem a magia de estar entre os melhores de todos os amigos: os livros. Estar em um lugar faz você querer ler alguma coisa agora.
É uma ótima ideia para promover a bibliotecas e livrarias, e mais importante, passeios interiores.

   Bem, por enquanto é isso. Até a próxima !!

 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CRB 10 Estatística do primeiro semestre 2013

Saudações biblioteconômicas!!

Informações importantes do CRB10!

CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA - 10ª REGIÃO - PRIMEIRO SEMESTRE DE 2013.

Bibliotecária fiscal - Relatório de atividades - JUNHO/2013.

Bibliotecas fiscalizadas: 16
Especializadas = 1
Escolares = 12
Universitárias = 2
Públicas = 1
Total = 16

Tipos de visita:
Rotina = 8
Denúncia = 8 (Leigo fiscalizado = 1)

Resultado:
Autos de infração: 11

CRB10 Estatística Jan./Jun. 2013

Atividade:

Instituições notificadas - 51
Municípios fiscalizados - 09
Processos instaurados - 32
Processos julgados - 13 (Arquivamento - 04, Aplicação de multas - 05, Conversão em diligencia - 04).
Ofícios expedidos para atividade de fiscalização -110
Notificações lavradas - 32
Constatações efetuadas - 19
Denúncias recebidas: 47
Denúncias apuradas: 47

Até a próxima!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Apenas imagens...

          Saudações Biblioteconômicas!!

          Passo hoje aqui para postar umas imagens referentes aos Bibliotecários e à Leitura.
          Achei muito criativas!










           E vocês? Gostaram?
           Abraços e até a próxima!




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tirinhas

     Saudações Biblioteconômicas!!
 
  Navegando hoje pela internet, achei umas imagens muito interessantes sobre a profissão e o bibliotecário.
 
 
 
 
     Me crucifiquem se quiserem, mas infelizmente, não consegui pegar as referências das fotos. Se alguém souber, por favor envie para postagem.
      Bem, por hoje era isso. Um forte abraço e até a semana que vem,
 
 
 
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Saudações Biblioteconômicas!!

Sinceramente, não dá para acreditar. Estava eu navegando pela internet quando me deparei com este texto do ano passado, que apesar de ser de 2012 é bem pertinente. Novamente fiquei irritada com a percepção que o “escritor” tem dos bibliotecários. Me questiono também sobre o conhecimento que ele tem da Biblioteconomia para pensar em dizer alguma coisa. Isto aqui está parecendo mais com aquele texto infame que eu postei que literalmente avacalhava com os bibliotecários, a tal da Desciclopédia.
Olhem o primeiro absurdo, o cara diz que a bibliotecária o atende com “aquela suave descortesia típica dessa classe profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem do que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas.”
Me pergunto: de onde ele tirou que a descortesia é típica de nossa classe, como se isso fosse uma marca registrada? Se o usuário fosse um intruso, então não teria motivo da biblioteca existir! Afinal, as bibliotecas estão ligadas aos usuários e à informação, elas não foram criadas para serem a segunda casa dos bibliotecários.
Olhem outra ignomínia, nós estamos em um período de muita tecnologia, de inovações, de utilizar a internet a nosso favor, agora me ajudem a entender o que ele quis dizer que as bibliotecárias, hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros! É óbvio que uma obra rara tem que ter todo um tratamento especial. Bibliotecário nenhum, em sã consciência, vai deixar uma obra rara atirada em qualquer canto da biblioteca ao alcance do usuário, sem antes haver um cuidado especial para manusear o documento. Com ele falando desse jeito, parece que estamos na época do filme O nome da rosa.
“Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.”
E essa asneira agora? Que eu saiba, bibliotecário que se preza, não sente alívio porque o usuário foi embora, pelo contrário, fica sempre pensando se não poderia tê-lo atendido melhor de outra forma. E regressar a sua preguiçosa solidão? Faça-me o favor, se ele conhecesse ao menos o mínimo do nosso trabalho, sentiria vergonha de escrever aquilo. Sempre há trabalho a fazer em uma biblioteca, sempre há alguma coisa que podemos fazer para melhorar na qualidade e no atendimento ao público e esse Sem Noção escreve essa besteira.
"E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) (ridículo é esse texto) pelas bases de dados via internet."
E ele continua em sua linha de raciocínio sem noção.
As bibliotecas não vão deixar de existir, pois sempre haverá usuários que gostem do acervo em forma física. E, mesmo que a Biblioteca vá para o mundo on line, ninguém vai ser barrado. O trabalho do bibliotecário “preguiçoso” continuará e, ouso dizer que, talvez duplique ou triplique, pois o profissional da informação precisa inserir a Biblioteca no mundo virtual, ou ele pensou que a biblioteca estaria on line por osmose?
E, mais uma vez: vetar o ingresso de leitores no recinto? Já disse antes e vou repetir, se for para mandar o usuário para longe então não tem fundamento existir bibliotecas e muito menos pessoas capacitadas para gerenciá-las.
"Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo."
É, tenho que concordar com ele nesse aspecto: biblioteca nenhuma vai servir para alguém como ele que, inteligentemente, generalizou os bibliotecários. Se eu vou a uma biblioteca e o bibliotecário não me atende bem, eu não vou gostar, mas não vou sair por aí dizendo que todo o bibliotecário atende mal, expulsa o usuário e é preguiçoso. Isto, no mínimo, é considerado falta de educação e profissionalismo.
Fico muito feliz que a Presidente Nêmora, também tenha se manisfestado. Como foi no ano passado esse assunto (ainda atual) não posso dizer a vocês se o Senhor Sabe Tudo deu algum tipo de resposta.
Agora me digam o que que o Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, que escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA), entende da nossa profissão? Não é porque ele “escreve” sobre os fatos da literatura que pode se achar no direito de escrever besteira e desfazer da profissão.
Olha, sinceramente, vai ser sem noção lá longe...
 
 
"ARTIGO" DO GIRON
http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeus-bibliotecas.html
Dê adeus às bibliotecas
Instituições como a Biblioteca Nacional podem desaparecer ou ser vetadas à consulta em carne e osso
LUÍS ANTÔNIO GIRON
 Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA)
Nostalgia é o oitavo pecado capital destes tempos. Você pode ser retrô e reciclar informações do passado com o glamour e a retina exata do presente. Ser nostálgico e sentir saudade é pecar. Por que sentir falta de um passado que era mais atrasado, mais ridículo e mais sujo do que o presente? Como sei que o presente é o futuro passado e que os brilhos atuais vão parecer foscos aos olhos judiciosos do amanhã, continuo a gostar da nostalgia. Recaio sempre nela, e sinto o olhar reprovador de quem está por perto e nota a infração. Para horror de minha mulher, guardo uma edição da Encyclopedia Britannica, edição de 1962. Pior, vivo consultando seus verbetes absoluta e encantadoramente desatualizados. Agora que a Britannica deixou de ser publicada em papel e migrou inteirinha para a internet, só me resta o prazer táctil de folhear a minha velha prensagem da obra. Não posso evitar ser um ser pré-internético, pré-google, pré-instagram e o diabo a quatro.
Em um desses meus acessos incuráveis de nostalgia, cometi o crime de visitar a biblioteca pública do meu bairro. Cheguei de mansinho, talvez pensando em reencontrar nas prateleiras os livros que mais me influenciaram e emocionaram. Topei com prateleiras de metal com volumes empoeirados à espera de um leitor que nunca mais apareceu. O lugar estava oco. A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem do que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas.
Na recepção daquela pequenina biblioteca municipal, eu me senti uma assombração do passado a importunar a ordem do agora.
 “Procuro uma coletânea de contos fantásticos de Aluísio Azevedo”, disse à senhora. “O senhor trouxe a referência?” Não. “Por que não consultou o catálogo pela internet?” Sei lá por quê, eu só queria parar por aqui e ler uns livros difíceis de encontrar e talvez levar emprestados... “Os empréstimos são limitados a quatro volumes e a devolução acontece em 15 dias”, ela metralhou, com os olhos pregados no monitor velho e encardido do computador. Por fim, depois de dar um pequeno passeio pelo interior da biblioteca, voltou para informar que não tinha o livro que eu buscava. Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.
Em tempos idos, eu encontrava nas bibliotecas públicas um abrigo para meditar, planejar e fugir do mundo. Passeava pelas estantes como quem viajasse por outros planetas, tempos e realidades, memórias, histórias, uma lição de vida aqui, uma descoberta da crueldade humana ali, fantasias inúteis acolá. Devo às bibliotecas a minha formação. Fiz mestrado e doutorado passando tardes enfurnado na Mário de Andrade, no Arquivo do Estado e na Biblioteca Nacional. E sempre frequentei bibliotecas de bairro. Anos atrás, elas costumavam ser lotadas de leitores ávidos. Os usuários se interessavam por cultura, e não apenas como uma ferramenta para subir na vida e destruir os concorrentes. Havia oficinas e debates. Os livros de poesia e os romances não paravam nas prateleiras. Agora os ácaros, os carunchos e toda sorte de inseto venceram os leitores. Para não falar da umidade – que, recentemente, quase acabou com os periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Saí da minha biblioteca do bairro e me dirigi a uma lan house próxima, repleta de meninos e adultos, absortos em pesquisar, mandar emails e jogar. Pela internet, encontrei O touro negro, de Aluísio Azevedo, disponível em arquivo digital no site do domíniopublico.br. Agora tudo quanto é livro pode ser encontrado em sites abertos, como archive.org, openlibrary.org e gutenberg.org. E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) pelas bases de dados via internet.
Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo.  

RESPOSTA DO CRB10
http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/resposta-do-conselho-federal-de-biblioteconomia-ao-artigo-de-adeus-bibliotecas.html
LUÍS ANTÔNIO GIRON - 24/05/2012 11h25 - Atualizado em 24/05/2012 11h27
Nota do Conselho Federal de Biblioteconomia ao artigo "Dê adeus às bibliotecas"
NÊMORA A. RODRIGUES, BIBLIOTECÁRIA, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA
O artigo do jornalista Luís Antônio Giron, publicado no site de ÉPOCA, sob o título “Dê adeus às bibliotecas”, retrata uma experiência vivenciada no âmbito da biblioteca pública de seu bairro e, a partir disso, generaliza e atinge negativamente a atuação dos bibliotecários no exercício de sua atividade. Cabe destacar, entretanto, que o Primeiro Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, proposto pelo Ministério da Cultura e executado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que no âmbito das 4.905 Bibliotecas Públicas pesquisadas há somente 75 bibliotecários atuando. Conclui-se, então, que a maioria dos usuários são atendidos por pessoal não habilitado e não por bibliotecários devidamente graduados. A responsabilidade da gestão dessas bibliotecas é do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
E o Sistema CFB/CRB, ciente dessa realidade, enfatiza permanentemente a necessidade do investimento em pessoal qualificado para suprir tais lacunas, ante a premissa de que apenas acervos, espaço físico e equipamentos não atendem às necessidades de cidadãos brasileiros que merecem ter sua cidadania assegurada por meio de bons serviços públicos em todas as áreas. Ante o exposto, lamenta-se que o jornalista tenha atingido um profissional imprescindível para trabalhar com a informação e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento do país nos mais diversos segmentos sociais em que o bibliotecário atua. Afinal, toda a generalização corre o risco de afundar no abismo do descrédito e da intolerância. Assim como se espera que o jornalismo seja exercido baseado no compromisso com a verdade dos fatos, independente do ponto de vista pessoal e pontual, mas a partir da análise do todo o conjunto que compõe o cenário.
 
     Depois dessa, só me despedindo. Até a próxima semana,